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Seul promete responder "com força" a provocações da Coreia do Norte

1 de abril de 2013

Presidente sul-coreana ordenou a Exército do país que responda com rapidez e determinação, sem considerações de ordem política. EUA enviam mais caças à região e suspeitam que norte-coreanos tenham bomba de urânio.

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Foto: AHN YOUNG-JOON/AFP/Getty Images

A presidente da Coreia do Sul, Park Guen-hye, disse nesta segunda-feira (01/04) que qualquer provocação dos norte-coreanos vai desencadear uma retaliação imediata de Seul. As duras palavras vêm em resposta às recentes ameaças de Pyongyang e a declaração de que estaria em "estado de guerra" com o país vizinho.

De acordo com a agência de notícias Yonhap, Park ordenou ao Exército sul-coreano que responda com rapidez e determinação às provocações "sem nenhuma consideração de ordem política" e, assim, marca um novo acirramento da já elevada tensão militar entre os dois países.

Park assegurou que "leva a sério" as últimas ameaças do país vizinho. "Vou confiar no juízo militar perante as repentinas e surpreendentes provocações da Coreia do Norte [...]. Por favor, cumpram com seu dever de salvaguardar a segurança do povo, sem se distrair nem por um instante", disse a presidente em conferência no Ministério da Defesa em Seul.

EUA envia jatos para a região

Nesse processo de escalada – pelo menos até agora só retórica –, os Estados Unidos enviaram caças de combate F-22 à península coreana com o objetivo de realizar novas manobras conjuntas com os sul-coreanos, informou a edição online do Wall Street Journal. Cerca de 10 mil militares sul-coreanos e 3.500 norte-americanos realizam os exercícios militares conjuntos.

O jornal qualificou ainda a medida como outro passo de Washington para demonstrar sua capacidade militar aos norte-coreanos. Na semana passada, o país havia enviado para os exercícios militares dois bombardeiros B-52, com capacidade de transportar ogivas nucleares.

Pyongyang invalidou unilateralmente o tratado de não agressão entre os dois países – que em 1953 colocou fim à Guerra da Coreia – e cortou a linha de comunicação direta com o Sul. Neste sábado, o país também se declarou em "estado de guerra" com o Sul, em resposta ao que denominou "exercícios militares hostis" da Coreia do Sul e Estados Unidos.

Preocupação com cooperação iraniana

O jornal norte-americano Washington Post divulgou nesta segunda-feira que autoridades norte-americanas e especialistas independentes desconfiam que a Coreia do Norte tenha "dado passos incomuns" para ocultar detalhes dos testes nucleares realizados no dia 12 de fevereiro.

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Caças F-22 foram enviados pelos Estados Unidos para a península coreanaFoto: AP

Há a suspeita que o país tenha utilizado uma bomba de urânio altamente enriquecido. De acordo com análises recolhidas em 12 de fevereiro, os efeitos da explosão foram "notavelmente bem contidos" e poucos traços radioativos detectáveis foram lançados na atmosfera.

As autoridades norte-americanas se anteciparam ao teste e o monitoraram "de perto" para descobrir pistas que possam levar à composição da bomba, a terceira detonada pela Coreia do Norte desde 2006.

Um teste bem-sucedido com uma bomba de urânio confirmaria que Pyongyang obteve uma "segunda via" para construção de armas nucleares, usando sua abundante oferta de urânio natural e sua nova tecnologia de enriquecimento – aumentando as preocupações de um aprofundamento da cooperação entre o regime norte-coreano e o Irã.

FC/ap/afp/dpa/rtr