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Ramos-Horta pede resolução que apoie os guineenses

Francisca Bicho10 de maio de 2013

O representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau quer que os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas "falem a uma só voz" no que concerne a um apoio aos guineenses.

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Symbolbild Vereinte Nationen *** http://de.wikipedia.org/wiki/Vereinte_Nationen Die Vereinten Nationen (VN), englisch United Nations (UN), häufig auch UNO für United Nations Organization (deutsch Organisation der Vereinten Nationen), sind ein zwischenstaatlicher Zusammenschluss von 193 Staaten und als globale Internationale Organisation uneingeschränkt anerkanntes Völkerrechtssubjekt. *** aufgenommen in Bonn, März 2013
Bandeira da ONUFoto: DW/F. Görner

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se esta quinta-feira (09.05), em Nova Iorque, para discutir a proposta de Ban Ki-Moon, de extensão de mais um ano de missão da ONU na Guiné-Bissau, até a pacificação nacional ser alcançada. José Ramos-Horta, representante especial de Ban Ki-Moon, sublinhou neste debate a necessidade do Conselho de Segurança apoiar o povo guineense, tendo sublinhado que "se um apoio adequado for dado aos programas pró-ativos da diplomacia preventiva, a Guiné-Bissau poderá tornar-se um exemplo brilhante de uma história de sucesso."

Foram estas as palavras de incentivo que o timorense José Ramos-Horta usou na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Após a proposta do secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon, de estender por mais um ano a missão da ONU na Guiné-Bissau, o Conselho de Segurança reunido em Nova Iorque discutiu a relevância da continuação do processo de pacificação no país, encabeçado pelas Nações Unidas.

Os membros estão agora a preparar uma resolução que será votada no próximo dia 23 de maio, para a reformulação da proposta feita por Ban Ki-Moon que contempla a abertura de delegações regionais e um segundo representante especial.

ONU deve dar sinal claro de apoio aos guineenses

José Ramos-Horta , representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau
José Ramos-Horta , representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-BissauFoto: picture-alliance/dpa

O actual representante do secretário-geral na Guiné-Bissau apelou aos representantes que participaram no debate para "que falem a uma só voz", adoptando, no próximo dia 23 "uma resolução que dê um sinal claro de apoio" aos guineenses. Para Ramos-Horta, é essencial que o processo de pacificação se mantenha, pois após estar integrado na realidade nacional, acredita que o caminho que o país tem a percorrer ainda é longo.

"Desde o primeiro momento da minha chegada à Guiné-Bissau tenho tido reuniões regulares com a Assembleia Nacional, Corpo de Militares, Líderes Políticos, membros da sociedade civil. Depois deste tempo, na minha humilde opinião é que o problema da Guiné-Bissau deve ser colocado claramente nas mãos da elite política, que falhou durante décadas para o povo", disse. José Ramos-Horta acrescentou ainda que "as consequências do falhanço destas elites inclui violações de direitos humanos, impunidade, crime organizado e tráfico de droga".

No Conselho de Segurança, todos os representantes destacaram a urgência de realizar eleições na Guiné-Bissau até ao final do ano, mas em declarações à agência de notícias Lusa, o embaixador da Guiné-Bissau na ONU, João Soares da Gama, afirmou que o país "não tem condições financeiras para realizar eleições sem o apoio da ONU", tendo Ramos-Horta sublinhado o pedido. "O apoio do Conselho de Segurança e dos membros das Nações Unidas para um novo processo eleitoral no país é imperativo. Na fase pós-eleitoral, será promovida a partilha do poder governamental para reconstruir o país, que agora existe apenas em nome", sublinhou.

Tráfico de droga continua por resolver

Apesar da detenção do ex-chefe da Armada Bubo Na Tchuto, o tráfico de droga continua a ser um problema por resolver no país. Jospeh Mutaboba, ex- representante especial do secretário-geral da ONU, sublinha a urgência do combate ao tráfico de droga. "As autoridades reportaram as actividades criminais em Bissau e acreditam que o que falha são os recursos políciais. Reportaram também que desde 12 de Abril as actividades de tráfico de droga aumentaram no país. O secretário-geral continua a querer alcançar, ativamente com a cooperação da comunidade internacional, a restauração da ordem constitucional na Guiné-Bissau", salientou Mutaboba.
 
No final do encontro, os participantes na reunião realçaram a tendência positiva e consensual entre os atores nacionais e internacionais. Porém, António Gumende, representante da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) relembrou que "todo o otimismo em relação à Guiné-Bissau deve ser moderado, devido à complexidade da situação, bipolarização política e à deteriorada situação económica e humanitária".

Joseph Mutaboba, ex-representante especial da ONU na Guiné-Bissau
Joseph Mutaboba, ex-representante especial da ONU na Guiné-BissauFoto: DW

Ramos-Horta pede resolução que apoie os guineenses