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  • Copyright: Mosa'ab Elshamy

    "Cairo. Cidade aberta" - uma exposição

    As fotos da Praça Tahrir

    Certas imagens ficaram gravadas nas memórias das pessoas que assistiram através dos meios de comunicação à revolução egípcia na Praça Tahrir (na foto). As redes sociais ajudaram a espalhar essas imagens em todo o mundo. Será que as imagens refletem de forma exaustiva o que de facto se passou na primavera árabe no Egito?

  • Copyright: Jasmina Metwali

    "Cairo. Cidade aberta" - uma exposição

    Imagens independentes

    “Cairo. Cidade aberta” - é este o título de uma exposição no Museu Folkwang, na cidade alemã de Essen, patente ao público até maio de 2013. Aqui são mostrados vídeos como este com o título “toussy” (foto), produzido pelo grupo de ativistas e realizadores críticos “Mosireen”.

  • Copyritgh: Jonathan Rashaad

    "Cairo. Cidade aberta" - uma exposição

    Revolucionários da geração facebook?

    No mundo ocidental, a revolução egípcia é conotada com as redes sociais. Os organizadores da exposição também sublinham a importância dos meios de comunicação modernos. Ao mesmo tempo salientam que "quem fez a revolução foram as pessoas com coragem e não as redes sociais".

  • Copyright: Jonathan Rashaad

    "Cairo. Cidade aberta" - uma exposição

    Símbolos da violência

    Esta é uma das imagens que se transformou em símbolo da brutalidade do regime do presidente deposto Hosni Mubarak: agentes da polícia agrediram a pontapé uma jovem mulher. A foto do acontecimento correu o mundo. Durante uma marcha de protesto pelas ruas do Cairo, em abril de 2012, um manifestante exibe uma fotografia da ativista agredida. Um exemplo da força que uma imagem é capaz de exercer.

  • Copyright: Ali Hazza

    "Cairo. Cidade aberta" - uma exposição

    Protestos femininos

    Muitas mulheres egípcias lutaram pelos seus direitos como ativistas da revolução. Em dezembro de 2011, elas movimentaram-se em direção à associação da imprensa do Cairo, exigindo igualdade de direitos entre homens e mulheres. As suas esperanças, no entanto, não se transformaram em realidade.

  • Copyright: Nadine Khan; Miriam Mekiwi

    "Cairo. Cidade aberta" - uma exposição

    Estórias da revolução

    Como se relata as estórias individuais daqueles que formaram o movimento revolucionário? Artistas plásticos egípcios procuram novas linguagens estéticas para contar essas estórias individuais. A artista Jasmina Metwaly realizou uma curta metragem com o título “Vou falar sobre a revolução”, na qual são apresentadas diferentes perspetivas dos acontecimentos na Praça Tahrir.

  • Copyright: Jonathan Rashaad

    "Cairo. Cidade aberta" - uma exposição

    A ira e a mudança de regime

    Para muitos egípcios a queda do regime Mubarak em fevereiro de 2011 não constitui o fim da revolução. Também o novo presidente Mohammed Mursi é alvo de críticas. A fotografia do jornalista Jonathan Rashaaad mostra cidadãos que se manifestam contra Mursi em frente à sede do partido dos "Irmãos Muçulmanos".

  • Mosa'ab Elshamy

    "Cairo. Cidade aberta" - uma exposição

    Como sera o futuro do Egito?

    A exposição de Essen não foi feita para marcar o fim da revolução egípcia. O objetivo é acompanhar um processo que perdurará durante muitos anos. Os observadores são de opinião que os movimentos pela liberdade no mundo árabe continuarão nos próximos anos. O derrube do regime de Husni Mubarak não trouxe a felicidade para os povos. O Cairo permanece uma cidade com muita agitação social e política.


    Autoria: Helena Kaschel / António Cascais | Edição: Johannes Beck