1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Wrong language? Change it here. DW.DE has chosen Português do Brasil as your language setting.
“Moçambique é refém de si mesmo”, diz Carlos Nuno Castel-Branco

“Moçambique é refém de si mesmo”

“Pena que não continuemos a ter campos de reeducação”, diz Joaquim Chissano

“Pena que não continuemos a ter campos de reeducação”

“Recolhíamos as crianças da frente de combate para a retaguarda”, diz Raul Domingos

“Recolhíamos as crianças da frente de combate para a retaguarda”

“O povo viveu a ideia do abraço entre FRELIMO e RENAMO”, diz D. Jaime Gonçalves

"O povo viveu a ideia do abraço entre FRELIMO e RENAMO"

MInistro italiano da Cooperação Internacional, Andrea Riccardi

"20 anos depois da paz, democracia ainda deve crescer em Moçambique"

“De guerra de desestabilização a guerra civil”, diz Egídio Vaz

“De guerra de desestabilização a guerra civil”

  • A guerra presente todos os dias

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    A guerra presente todos os dias

    A 4 de outubro de 1992, FRELIMO e RENAMO assinaram o Acordo Geral de Paz, pondo fim a 16 anos de guerra civil em Moçambique. Apesar da paz, a guerra civil continua a marcar a vida de muitos moçambicanos. Joula estava grávida de oito meses quando uma mina anti-pessoal lhe arrancou um pé em 1991. Na noite anterior, a RENAMO tinha atacado a aldeia e plantado minas em redor.

  • De armas a enxadas... ou cadeiras

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    De armas a enxadas... ou cadeiras

    Desde 1996, o projeto "Armas em Enxadas" dá um novo destino ao material bélico que destruiu milhares de vidas durante a guerra civil. O objetivo da iniciativa, lançada pelo Conselho Cristão de Moçambique, é criar, com as armas, obras de arte com mensagens de paz. Muitas peças foram encontradas pelo país, outras foram recolhidas a privados.

  • Ataques inesperados

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Ataques inesperados

    São as mesmas armas que há 20 anos eram usadas para atacar seres humanos como estes refugiados em Chamanculo, perto da capital, Maputo, em 1992. Chamanculo nunca recuperou da chegada de milhares de refugiados da guerra civil. Ainda hoje, é um bairro pobre. Foi aqui que nasceram figuras ilustres do país como Maria de Lurdes Mutola.

  • Ruas desertas em Maputo

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Ruas desertas em Maputo

    A guerra, que se arrastou por 16 anos, atrasou o desenvolvimento do país. Também a vida social sofreu, até mesmo na capital. Engarrafamentos eram, durante a guerra e nos primeiros anos seguintes, algo raro como se pode ver nesta fotografia do centro de Maputo de 1992.

  • Filhos da guerra

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Filhos da guerra

    Em 1990, Moçambique era considerado o país mais pobre do mundo. Em 2011, ocupava o lugar 184 entre 187 Estados no Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD. 20 anos depois de assinada a paz, os moçambicanos continuam a viver, em média, 50 anos.

  • Filhos da paz

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Filhos da paz

    20 anos depois do Acordo Geral de Paz, ainda há muito que fazer no combate à pobreza em Moçambique. As províncias do Niassa, de Maputo, Cabo Delgado e Tete (na imagem) são, segundo o Programa da ONU para o Desenvolvimento, PNUD, as que têm maior incidência de pobreza no país.

  • Casa de Espera

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Casa de Espera

    Iniciativas como esta na aldeia de Vinho, no Parque Nacional da Gorongosa, província de Sofala, contribuem para diminuir a mortalidade infantil e materna. Atualmente, em Moçambique cerca de 500 mães morrem por cada 100 mil crianças nascidas vivas. Para evitar que isso aconteça na aldeia de Vinho, a Casa de Espera assiste as mulheres grávidas das redondezas na preparação dos partos.

  • Economia dominada por megaprojetos

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Economia dominada por megaprojetos

    A paz possibilitou megaprojetos, como o da exploração de carvão em Moatize, Tete. De futuro, a esperança é de que os rendimentos destes projetos beneficiem mais a população. Devido aos incentivos fiscais de que gozam as multinacionais ligadas a eles, o Estado moçambicano deixa de ganhar mais de 200 milhões de dólares por ano, segundo o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE).

  • Carvão, a euforia de Tete

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Carvão, a euforia de Tete

    74 toneladas de carvão já estão carregadas nesta transportadora que pode levar até 400 toneladas. O carvão da província central de Tete tem vindo a atrair investidores nacionais e internacionais à procura do "El Dorado" que tem limitado a diversificação da economia nacional na segunda década de paz em Moçambique.

  • Cahora Bassa...

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Cahora Bassa...

    Durante a guerra civil, as linhas de transmissão de Cahora Bassa foram alvo de ataques da RENAMO. Hoje, a barragem funciona em pleno. Cahora Bassa tem uma capacidade instalada de 2.075 megawatts, a maior parte da energia é exportada para os países da região: 70% para a África do Sul e 5% para o Zimbabué. Apenas um quarto da eletricidade aqui produzida é consumida em Moçambique.

  • ... um elefante branco para esta área do país?

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    ... um elefante branco para esta área do país?

    Ainda há poucas casas em redor de Cahora Bassa com acesso regular à eletricidade. Para o economista moçambicano Carlos Castel-Branco do IESE, dever-se-iam estender as bases do desenvolvimento do país às aldeias e vilas em torno da barragem para que também aqui a vida económica se transformasse num elemento de estímulo para o investimento.

  • Gentes ligadas

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Gentes ligadas

    A reabilitação das infraestruturas permite agora uma maior mobilidade e fomenta o comércio interno. A linha férrea de Sena liga a província de Tete, no interior de Moçambique, à cidade portuária da Beira. No tempo da guerra civil, foi encerrada e acabou por ser completamente destruída. Nos últimos anos, o corredor ferroviário foi reabilitado para escoar sobretudo o carvão da região de Tete.

  • Gentes apertadas

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Gentes apertadas

    O comboio é um dos meios de transporte mais baratos em Moçambique. Em fevereiro de 2012, a Linha de Sena abriu a passageiros em toda a sua extensão. A reconstrução foi feita por troços e acabou por tomar muito mais tempo que o previsto, porque o consórcio indiano responsável pelas obras não cumpriu diversos prazos. Grande parte do dinheiro veio do Banco Mundial.

  • Há esperança em Moçambique

    20 Anos de Paz em Moçambique: Uma viagem

    Há esperança em Moçambique

    Idalina Melesse viajou de comboio pela primeira vez em 2012. Durante a guerra civil, os ataques impediram-na de se mover dentro do país. Desde então e até à reabertura da Linha de Sena, não tinha tido dinheiro para longas viagens. A Linha de Sena e outras infraestruturas não só unem moçambicanos, mas devolvem-lhes a liberdade de movimento e a facilidade de comunicação confiscadas pela guerra.


    Autoria: Marta Barroso | Edição: Johannes Beck