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  • Die Kommissionschefin der Afrikanischen Union (AU), Nkosazana Dlamini-Zuma bei einem Gipfel der AU in Addis Abeba am 16.07.2012. (c) dpa - Bildfunk+++
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    50 anos de União Africana

    Uma mulher no poder

    Em 2012, Nkosazana Dlamini-Zuma tornou-se a primeira mulher a presidir à Comissão da União Africana (UA). A ex-ministra do Interior da África do Sul trouxe uma nova dinâmica à UA, diziam observadores 100 dias depois de Dlamini-Zuma tomar posse. O grupo de 53 Estados celebra o 50º aniversário a 25 de maio de 2013.

  • OAU- Gipfel im Mai 1963 in Addis Abeba (/AFP/Getty Images)

    50 anos de União Africana

    Unidade contra a divisão

    Do grupo inicial da Organização da Unidade Africana (OUA) faziam parte todos os 30 países que já tinham conquistado a independência no continente. A união política tentava evitar uma África dividida. Isto porque os estados africanos se polarizavam a favor e contra o Ocidente, influenciados pelas grandes potências da Guerra Fria. Aqui uma fotografia de uma cimeira em 1966.

  • Der Äthiopische Kaise Haile Selassie mit Ghana Präsident Kwame Nkrumah (L) während der Gründung der OAU, STR/AFP/Getty Images

    50 anos de União Africana

    Precursores do pan-africanismo

    Kwame Nkrumah (esq.), o primeiro Presidente do Gana, e o imperador etíope Haile Selassie (centro) são dois dos fundadores da OUA. O pan-africanista Nkrumah tinha em mente a criação de uns "Estados Unidos de África" para competir com as forças coloniais e desenvolver um mercado comum. Mas os estados recém-independentes não queriam ir tão longe.

  • Ein Banner bei einer Demonstration von schwarzen Studenten in Soweto, Südafrika, auf dem steht Der Kampf geht weiter (AP Photo)

    50 anos de União Africana

    Inimigo comum

    Um objetivo bastante importante nas primeiras décadas da OUA foi a luta contra o regime racista de 'apartheid' na África do Sul. Logo no ano em que foi criada, a organização criou um comité de libertação. A partir de 1970, a OUA apoiou também a luta armada contra o regime de 'apartheid'.

  • Eine Hacke im Einsatz auf einem afrikanischen Feld.
DW/ Peter Hille

    50 anos de União Africana

    Novo impulso para a economia

    A OUA quis acelerar o desenvolvimento económico em África com o Plano de Ação de Lagos em 1980. O plano previa, entre outros pontos, a criação de um mercado comum até 2000. Mas, à semelhança de outros projetos da organização, o plano não passou do papel. Em 1991 seguiu-se o Tratado de Abuja, que prevê o estabelecimento de uma Comunidade Económica Africana até 2025.

  • Westsaharische Frauen in einem Flüchtlingscamp (c) dpa - Bildfunk+++

    50 anos de União Africana

    Decisão polémica

    Apesar da sua política de não se imiscuir nos assuntos de delimitação de fronteiras, a OUA reconheceu em 1982 a "República Árabe Sarauí Democrática" (Saara Ocidental), reivindicada pelo movimento independentista Frente Polisário. Nessa altura, Marrocos saiu da organização. Até hoje, foi o único país que saiu da OUA por livre iniciativa.

  • Ugandas Präsident Yoweri Museveni bei seiner ersten Kabinettssitzung 1986 OFF/AFP/Getty Images

    50 anos de União Africana

    Críticas à OUA

    O caso do Saara Ocidental continua a ser uma exceção à política de não interferência da OUA. Mas essa posição também levantou críticas. Observadores protestaram contra o chamado "clube dos ditadores" na cimeira anual em Addis Abeba. Um dos poucos críticos na organização foi Yoweri Museveni, que se tornou Presidente do Uganda em 1986.

  • Burundische Soldaten bei der Beerdigung des Präsidenten Melchior Ndadaye, der bei einem Putsch 1993 ums Leben kam ALEXANDER JOE/AFP/Getty Images

    50 anos de União Africana

    Atuação em conflitos

    No início dos anos 90, a OUA introduziu uma nova política: África queria assumir a responsabilidade pelos seus conflitos. Por isso, criou o chamado "Mecanismo de Paz". No golpe militar no Burundi em 1996, a organização respondeu com sanções. Porém, o "mecanismo" mostrou-se frequentemente incapaz de atuar. Inclusive no genocídio no Ruanda.

  • Südafrikas Flagge zwischen anderen Fahnen der AU-Mitgliedsländer im Hauptquartier in Addis Abeba Xinhua /Landov

    50 anos de União Africana

    Quem espera…

    Grande motivo de contentamento foi a adesão da África do Sul à OUA em 1994, três décadas depois do nascimento da organização. Entretanto, o país desempenha um papel importante em Addis Abeba – para alguns, demasiado importante.

  • Gaddafi bei einem AU-Gipfel 2006.

    50 anos de União Africana

    Uma nova era

    Com o fim da Guerra Fria e do 'apartheid' na África do Sul, a OUA tentou começar de novo a partir de 1999. Isso proporcionou ao líder líbio Mouammar Kadhafi (aqui numa cimeira em 2006) uma boa oportunidade para trazer, de novo, à luz do dia a ideia pan-africana dos "Estados Unidos de África". Para a alcançar, Kadhafi utilizou também a sua riqueza, pagando as dívidas de vários estados-membros.

  • Zulu Tänzer bei der Gründungszeremie der AU in Durban, Südafrika 2002 ALEXANDER JOE/AFP/Getty Images

    50 anos de União Africana

    OUA torna-se União Africana

    Mas Kadhafi não conseguiu que as suas ideias fossem para a frente. O seu plano contribuiu apenas para dividir opiniões depois do lançamento oficial da União Africana em 2002 na cidade de Durban, na África do Sul. O tratado fundador da União Africana prevê, como princípio orientador, o abandono da política de não interferência.

  • Nelson Mandela überreicht ein Bild mit einem Emblem des Panafrikanischen Parlaments im Jahr 2006 FATI MOALUSI/AFP/Getty Images

    50 anos de União Africana

    Instituição sem poder

    Ao criar as suas estruturas, a UA usou como modelo a União Europeia (UE) e propôs um Parlamento pan-africano. O órgão foi inaugurado em 2004, sendo constituído por 235 representantes de 47 países. O Parlamento fica na pequena cidade de Midrand, na África do Sul. A distância relativamente à sede da União Africana em Addis Abeba simboliza o limitado poder de influência do Parlamento.

  • AU-Soldaten in Darfur . (AP Photo/Jose Cendon)

    50 anos de União Africana

    Luta pela paz

    No início do século XXI, conflitos violentos afetavam 20% dos africanos. O foco principal da UA foi, por isso, a paz. Em 2004, a organização criou um Conselho de Paz e Segurança, que está também autorizado a enviar tropas de intervenção. Nesse mesmo ano, a UA enviou soldados para a região sudanesa do Darfur para proteger a população civil. Os desafios continuam a ser muitos.


    Autoria: Maja Braun / Guilherme Correia da Silva | Edição: Madalena Sampaio