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Mundo

Pedidos de paz em áreas de conflito marcam discursos natalinos

No Vaticano, papa Bento 16 pede fim dos conflitos sangrentos na Síria e em países africanos. Patriarca latino de Jerusalém apela pela reconciliação entre palestinos e israelenses.

O papa Bento 16 desejou paz ao mundo em sua tradicional mensagem de Natal, diante da multidão reunida na Praça de São Pedro, no Vaticano, nesta terça-feira (25/12). O sumo pontífice também pediu pelo fim dos conflitos sangrentos na Síria e pela paz nos países africanos, especialmente Mali, Nigéria e Quênia, onde radicais islâmicos cometeram "terríveis atentados" contra igrejas.

"Que a paz brote para o povo da Síria, profundamente ferido e dividido por um conflito que não poupa os indefesos e ceifa vítimas inocentes", declarou o papa alemão, de 85 anos. Ele ainda ressaltou que os países que passaram pela Primavera Árabe, especialmente o Egito, precisam "trabalhar juntos para construir sociedades fundamentadas na justiça e no respeito pela liberdade e dignidade de todas as pessoas".

O papa também rogou pela reconciliação entre israelenses e palestinos, e pediu a Cristo que dê apoio às autoridades da América Latina, "no compromisso destas com o desenvolvimento e com o combate ao crime".

Em sua mensagem, Bento 16 instou à superação do egoísmo. Ele reafirmou que, com o nascimento de Jesus Cristo, mais de 2 mil anos atrás, Deus fez o impossível, vindo ao mundo como ser humano. E assim, trouxe amor e verdade, justiça e paz, disse Bento 16.

Terra Santa recebe milhares de turistas todos os anos no Natal

Natal na terra de Jesus

Centenas de pessoas foram a Belém, na Cisjordânia, para participar das celebrações natalinas na cidade em que se acredita que tenha nascido Jesus. As comemorações reuniram cristãos e muçulmanos, que lotaram a praça em frente à Igreja da Natividade, local do nascimento de Cristo.

Milhares de turistas e palestinos participaram da tradicional procissão de Natal, organizada pelo chefe da Igreja Católica na Terra Santa, o patriarca latino de Jerusalém, Fuad Twal. O ponto alto das comemorações natalinas foi uma missa celebrada à meia-noite na Igreja da Natividade, da qual participou o muçulmano presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Segundo levantamento da Câmara de Comércio de Belém, a cidade chega a receber de 10 a 15 milhões de turistas nesta época do ano. No entanto, o acirramento dos conflitos entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, aumentou a tensão na região.

"Deste lugar sagrado, eu convido os políticos e os homens de bem a trabalharem com determinação por uma paz e reconciliação que envolvam a Palestina e Israel, em meio a todo o sofrimento no Oriente Médio", pediu Fuad Twal em sua homilia natalina.

O patriarca reconheceu o sofrimento dos palestinos pela ocupação israelense na área: "Vivemos sob condições muito difíceis e sob uma ocupação israelense interminável". Ele pediu, ainda, orações pelo povo do Egito, que luta por pela "liberdade e pela igualdade", assim como para que haja "união e reconciliação do Líbano, Iraque, Sudão e em outros países da região e do resto do mundo".

MSB/dpa,rtr,afp
Revisão: Augusto Valente

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