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Copa 2014

Nova regra do impedimento gera polêmica

Novo sistema introduzido pela Fifa na Copa das Confederações gera confusões e discussões. Árbitros, jogadores e técnicos têm opiniões divergentes sobre regra defendida por Blatter e usada pela comissão técnica da seleção alemã como arma tática.

Fifa diz que nova interpretação veio para ficar

"Não se deve complicar o futebol. Ninguém entende esta regra. Tudo se tornou uma questão de interpretação. Por isso, a Fifa tem que mudar essa regra novamente", exige o técnico da seleção da Tunísia, Roger Lemerre, campeão da Copa da África em 2004, da Eurocopa 2000 e da Copa das Confederações de 2001 pela França.

Na mesma direção vai a crítica do goleiro alemão, Oliver Kahn. "Eu pensei que se iria acabar com o impedimento passivo. Mas essa regra é questionável e só complica a situação", reclama.

As mudanças

As críticas de Lemerre e Kahn se referem às mudanças que, normalmente, só entrariam em vigor em 1º de julho, mas já estão sendo testadas na Copa das Confederações, de 15 a 29 de junho, na Alemanha.

A nova redação do regulamento da Fifa esclarece três pontos na regra de impedimento:

  1. "Interferir na jogada significa tocar na bola recebida de um companheiro de equipe.

  2. Interferir junto ao adversário significa evitar que o oponente toque ou seja capaz de tocar a bola através de uma clara obstrução da linha de visão ou movimento do rival, ou fazendo gestos ou movimentos que, na opinião do árbitro, engane ou distraia o adversário.

  3. Conseguir vantagem de uma posição irregular significa tocar na bola após rebote da trave ou do travessão ou desviada por um adversário quando se está em posição de impedimento. "

Blatter traz nova regra a campo. Bola fora?

Segundo o presidente da Fifa, Joseph Blatter, "nunca existiu o impedimento passivo. Com a especificação da regra, espero nunca mais ouvir essa expressão", diz. "A nova interpretação veio para ficar. É só uma questão de tempo até que todos se acostumem à nova regra, que melhora o fluxo do jogo ", acrescenta.

Esta também é a opinião do árbitro alemão Herbert Fandel, que apitou o jogo Grécia x Japão (0 a 1). "O tempo efetivo de jogo aumenta, porque temos menos interrupções desnecessárias. Não sei se isso foi proposital, mas é um dos resultados", disse.

Congelar a imagem e correr mais

Árbitro Herbert Fandel: 'tempo efetivo de jogo aumenta'

A nova regra exige mais preparo físico e não facilita a arbitragem. "Decisivo é o momento do passe. Os auxiliares têm que congelar a cena na cabeça e esperar mais tempo até levantar a bandeirinha", explica.

A Fifa está testando a regra com 46 trios de arbitragem pré-convocados para a Copa 2006, dos quais 30 equipes serão escolhidas no início do próximo para apitar os jogos do Mundial na Alemanha. Os auxiliares agora precisam correr 4x40 m em 6,2 segundos (os árbitros têm 6,4s para este percurso). Em termos de resistência, são exigidos 20 x 150 m em 30 segundos, alternados por 50m em 40 segundos, a fim de simular melhor a mudança de ritmo em campo. "Isso é mais difícil do que o teste de cooper aplicado até agora", diz o auxiliar Carsten Kadach. "Sem treino, isso é impossível", acrescenta Fandel.

Enquanto Fandel já treina para cumprir a nova regra, seu colega Eugen Strigel, que dá cursos para árbitros da Confederação Alemã de Futebol (DFB), ainda tem sérias dúvidas. "Partimos do princípio de que houve um erro de interpretação e, na Alemanha, vamos continuar apitando como antes", avisa. A Fifa e a Uefa devem tratar nos próximos dias das conseqüências da regra para os campeonatos nacionais e europeus.

A torcida, os clubes e as seleções nacionais ainda precisam se acostumar à nova interpretação do impedimento, que gera situações inusitadas. Na cobrança de faltas durante o 3 a 0 sobre a Tunísia, em Colônia (18/06), o meia alemão Ballack postava-se propositadamente na "banheira", para confundir a defesa tunisiana. O assistente do técnico Jürgen Klinsmann, Joachim Löw, confirma que a Alemanha já treina lances, usando a nova regra como arma tática.

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