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  • Prince Rainier of Monaco (C-L) and Princess Grace come down a Lausanne street followed by residents. The couple just arrived there for a few days of vacations shortly after the birth of Princess Caroline (Photo credit should read DSK/AFP/Getty Images).

    A história da moda das bolsas

    Mais do que só uma bolsa

    A bolsa de viagem Hermès se tornou mundialmente famosa graças a Grace Kelly, que a carrega na foto. A atriz norte-americana e princesa de Mônaco usava tanto a bolsa que o acessório recebeu seu nome em 1956. Bolsas não são só práticas, mas também refletem comportamentos pessoais e da sociedade. Exposição no Museu Nacional da Bavária mostra 500 anos da história das bolsas na cultura europeia.

  • A silk pouch from the 16th century.

    A história da moda das bolsas

    Funcionalidade e beleza

    A história das bolsas começou no século 16 quando os sacos com cordões começaram a ter pequenos bolsos para manter as moedas separadas. Isso era necessário porque na época cada grande cidade ou região tinha sua moeda própria. As mulheres carregavam suas ferramentas de trabalhos manuais e objetos pessoais em bolsas feitas de seda bordada com um cesto no fundo, que dava estabilidade.

  • A briefcase belonging to Maximilian, Count von Montgelas (1759-1838).

    A história da moda das bolsas

    Trabalho minucioso

    Pesquisar bolsas não é fácil, diz Johannes Pietsch, especialista em história de trajes e curador da exposição em Munique. Muitas fontes precisam ser comparadas para determinar o período e o propósito de uso das bolsas. Mas, nessa pasta, ficou fácil: ela pertenceu a Maximilian, Conde de Montgelas (1759-1838). Era comum entre a aristocracia ter o nome gravado na bolsa.

  • A silk embroidered 17th century wallet used or transporting letters.

    A história da moda das bolsas

    Bolsas na moda de cada época

    A exposição também mostra pinturas e esculturas nas quais se pode reconhecer a função das bolsas e como elas eram usadas. A influência do desenvolvimento tecnológico e social no século 17 é também evidente nas bolsas. Com a expansão da rede de correios, carteiras do tamanho de cartas tinham múltiplos compartimentos e eram feitas de couro ou seda, muitas vezes decoradas com bordados.

  • A rural women's handbag made from leather.

    A história da moda das bolsas

    A Revolução Francesa muda tudo

    Após a Revolução Francesa (1789-1799), as saias com armações, debaixo das quais as mulheres escondiam as bolsas, foram abolidas. Elas passaram a usar roupas mais alongadas e carregar suas bolsas na mão. As bolsas dos séculos 18 e 19 tinham um aspecto surpreendentemente moderno. Outro acessório popular era o "ridicule" ou "pompadours", um pequeno saco com cordão que era usado pendurado no pulso.

  • A Hugo Boss handbag for men.

    A história da moda das bolsas

    Acessório para homens

    Até a Revolução Francesa, os homens usavam bolsas como as mulheres. A moda masculina se tornou então mais simples e as bolsas se tornaram um acessório feminino. Hoje, além das mochilas e capas de laptop, as bolsas masculinas estão na moda, segundo Pietsch: "Os homens reconhecem que é prático poder carregar objetos e as bolsas podem se tornar até um acessório masculino".

  • Marlene Dietrich pictured on set in 1940.

    A história da moda das bolsas

    Grandes e estáveis

    No século 19, a rede ferroviária mudou a maneira como as pessoas viajavam. Elas precisavam de bolsas grandes e estáveis, já que as malas viajavam nos compartimentos de bagagem, mas as mulheres queriam ter o essencial por perto. A atriz e cantora alemã e norte-americana Marlene Dietrich adorava o acessório e entendeu que podia demonstrar atitudes com ele. A exposição mostra muitas de suas bolsas.

  • A 1970s handbag made from laminated magazine covers.

    A história da moda das bolsas

    Formatos não convencionais

    Na década de 1970 era moda usar uma bolsa que parecia uma revista enrolada com alças. Elas eram feitas com capas de revista plastificadas. "Essas bolsas eram muito populares. Quando as mulheres veem essa bolsa na exposição, elas se lembram que já tiveram uma igual", diz Pietsch, do Museu Nacional da Baviera.

  • A silk handbag from Christian Lacroix.

    A história da moda das bolsas

    Itens de colecionador

    As bolsas deveriam ser funcionais, mas há também as extravagantes e únicas criadas pelos estilistas de moda. Muitas das grandes marcas como Christian Dior, Cartier e Christian Lacroix criam edições limitadas e modelos singulares de bolsas, que se tornam itens de colecionadores. A princesa alemã Gloria von Thurn und Taxis tem uma grande coleção que inclui esse modelo de seda de Christian Lacroix.

  • A Chanel 2.55 handbag.

    A história da moda das bolsas

    Pequena bolsa preta

    Em fevereiro de 1955, a estilista francesa Coco Chanel lançou um dos mais famosos modelos de bolsas de todos os tempos, a Chanel 2.55, produzida até hoje. Na foto, a versão original da bolsa. Comum, famosa, original ou extravagante, a exposição mostra que as bolsas carregam pequenos pedacinhos da história.

  • Catherine, Duchess of Cambridge walks to her seat prior to the Show Jumping Eventing Equestrian on Day 4 of the London 2012 Olympic Games at Greenwich Park on July 31, 2012 in London, England. (Photo by Pascal Le Segretain/Getty Images).

    A história da moda das bolsas

    Bolsa com história

    A Duquesa de Cambridge, Catherine, também usa uma bolsa com história. Como sucessora da "carteira de cartas", a bolsa de mão (clutch) é pequena e não tem alças. Ela pode ser carregada na mão ou debaixo do braço. Nos anos 1920, o modelo era ideal para as mulheres magras e andróginas. A clutch voltou à moda.


    Autoria: Amrei Vogel (mas) | Edição: Renate Krieger

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Beethovenfest

Todo ano, Bonn reúne estrelas e amantes da música erudita.

  • Rechte: Wolfgang Volz

    Artista plástico Christo de volta à Alemanha

    Um enorme pacote de ar

    Christo está de volta à Alemanha – com uma gigantesca instalação no gasômetro em Oberhausen. "Big Air Package" é o primeiro projeto que o artista concebeu sem a esposa, Jeanne-Claude. A instalação de 90 metros de altura é composta por uma cobertura têxtil inflada, na qual os visitantes podem entrar e ter uma nova experiência de espaço.

  • Rechte: Thomas Machoczek

    Artista plástico Christo de volta à Alemanha

    Gigantesca, como sempre

    Antigo tanque de gás, o gasômetro é hoje usado para exposições e eventos. A escultura "Big Air Package" preenche todo o interior do tanque, tornando-se a maior escultura interna já criada. Um projeto típico do artista, que junto com Jeanne-Claude já criou diversos — e gigantescos — projetos de arte.

  • Rechte: Wolfgang Volz

    Artista plástico Christo de volta à Alemanha

    Experiência espacial

    A escultura foi concluída três semanas antes da abertura oficial, em 16 de março de 2013. O próprio artista não escondeu "o total encantamento" com o resultado (foto), disse o fotógrafo e supervisor do projeto, Wolfgang Volz. "Você se sente como no espaço celestial," descreve ele, que acompanha Christo há 42 anos, sobre a experiência dentro da instalação.

  • Copyright: Wolfgang Volz

    Artista plástico Christo de volta à Alemanha

    Perspectivas e dimensões

    A instalação consiste em mais de 20 mil metros quadrados de tecido, que pesa 5,3 toneladas. Christo e Jeanne-Claude tiveram a ideia de trabalhar com o ar dessa maneira pela primeira vez nos anos 1960. A famosa instalação "Air Package" (1968) fez parte da Documenta de 1968 em Kassel.

  • Copyright: André Grossmann

    Artista plástico Christo de volta à Alemanha

    Da ideia ao desenho

    O tempo de concepção e planejamento de "Big Air Package" em Oberhausen foi relativamente curto para os padrões de trabalho de Christo. A ideia nasceu em 2010, e foi o fotógrafo Wolfgang Volz que sugeriu "algo no gasômetro". Ele sabia que o artista estava encantado com a arquitetura do local. Como sempre, Christo começou com desenhos.

  • Copyright: Wolfgang Volz

    Artista plástico Christo de volta à Alemanha

    "Éramos uma simbiose perfeita"

    Foram as palavras de Christo após a morte da mulher, Jeanne-Claude, em novembro de 2009. O artista quer continuar com o legado do casal. Atualmente, ele desenvolve dois trabalhos: "Over the River", nos Estados Unidos, e "The Mastaba", em Abu Dhabi. Ambos são gigantescos e fruto de anos de trabalho do casal.

  • Copyright: Wolfgang Volz

    Artista plástico Christo de volta à Alemanha

    "A arte tem que ser inútil"

    O casal esteve pela última vez em Oberhausen em 1999. Na época, eles exibiram a instalação "The Wall", um muro de 26 metros feito com 13 mil barris de petróleo que atravessava o monumento industrial de ponta a ponta. Há alguns anos, quando questionada a razão de sua arte ter sempre que ser realmente monumental, ele disse: "A arte tem que ser inútil".

  • Copyright: Wolfgang Volz

    Artista plástico Christo de volta à Alemanha

    Embrulhando o parlamento

    Foram 23 anos de negociações até que, em 1994, Christo e Jeanne-Claude conseguiram a autorização para embrulhar o Reichstag, prédio do Parlamento em Berlim. Um ano depois, o projeto estava pronto atraindo multidões de turistas e se enraizando na memória da cidade. Projetos como esse podem ser vistos em uma exposição que acompanha a instalação no gasômetro em Oberhausen.

  • Copyright: Wolfgang Volz

    Artista plástico Christo de volta à Alemanha

    Arte para o momento

    A arte de Christo e Jeanne-Claude é sempre temporária. "Os projetos são centrados na liberdade", disse o artista há três anos em entrevista à Deutsche Welle. Portanto, ninguém pode adquirir sua arte. "Os projetos são frágeis, assim como nossas próprias vidas. Eles não podem ser substituídos ou duplicados". O projeto "Wrapped Trees" foi realizado em 1998 em Basel, na Suíça.

  • Copyright: Wolfgang Volz

    Artista plástico Christo de volta à Alemanha

    Arte sem patrocínio

    Projetos gigantescos geralmente custam muito dinheiro, mas Christo e Jeanne-Claude sempre trabalharam sem patrocinadores. Eles ganhavam dinheiro, entre outras coisas, vendendo desenhos e obras de arte. "Big Air Package" foi totalmente financiado pelo gasômetro. Para visitá-lo, no entanto, é preciso pagar.


    Autoria: Marc Lüpke (mas)