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Guiné-Bissau

Líderes partidários espancados na Guiné Bissau

Dois políticos foram espancados em Bissau por homens armados, dois dias depois dos confrontos (21.10) no quartel de Para-Comandos que fez 6 vitimas mortais. O governo de transição prometeu castigar os agressores.

Das Bild zeigt einfache regierungstreue Soldaten nach einem Angriff am Sonntag Morgen (21.12.), als eine aufständische Militäreinheit die Luftwaffenbasis von Bissalanca attackierte. Diese Attacke konnte zurückgeschlagen werden, wobei sieben Soldaten gestorben sind.
Copyright: DW/Braima Darame 21.10.2012, Bissau, Guinea-Bissau

Putschversuch Regierungstreue Soldaten Guinea-Bissau

A situação contínua tensa em Bissau com espancamentos de políticos e detenções consideradas ilegais e muitos militares nas ruas. Pelo menos dois políticos foram espancados e abandonados em localidades isoladas no interior do país, segundo relatos de familiares.

Iancuba Indjai, líder do Partido da Solidariedade e Trabalho (PST) levado da sede do PAIGC quando se dirigia aos militantes do partido, foi encontrado numa mata na região de Bula no norte do país com ferimentos graves no rosto e nas costas. Segundo fontes familiares, Indjai não corre risco de vida. Sabe-se que ele se encontra em tratamento médico numa clinica sob controlo de elementos da CEDEAO, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

Outro político espancado por um grupo de homens armados foi o advogado Silvestre Alves, líder do Movimento Democrático Guineense (MDG), que está atualmente internado nos cuidados intensivos do hospital Nacional Simão Mendes. Uma fonte familiar disse que o advogado, que já foi Ministro, terá perdido a perna direita e apresenta fraturas na cabeça, para além de ter o rosto desfigurado, tendo perdido quase todos os dentes.

Governo de transição promete identificar e punir os agressores

Fernando Vaz, diz que o seu governo vai punir os agressores

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O governo, através do seu porta-voz, Fernando Vaz, refutou e já condenou essas violências que as considerou de “atos isolados de brutalidade física”, tendo prometido identificar e castigar os agressores.

Entretanto, na manhã desta terça-feira, a capital guineense viveu momentos de medo generalizado. Foi visível nas ruas uma forte presença militar algo que causou pânico total nomeadamente no centro de Bissau. O governo diz que as Forças Armadas estão em alerta máxima porque “os agressores continuam em fuga e os militares procuram capturar esses indivíduos”.

Apenas dois dias depois dos confrontos no quartel de Para-Comandos, que governo chama de tentativa de contra-golpe, o primeiro-ministro de Transição, Rui de Barros, disse à imprensa que o carro com munições usado pelos revoltosos no ataque de domingo último (21.10), pertence ao antigo Secretario de Estado das Pescas do governo deposto liderado por Carlos Gomes Júnior.

Por seu turno, o porta-Voz do executivo transitório, Fernando Vaz, não excluiu a hipótese de Carlos Gomes Júnior estar também envolvido no assalto de domingo, embora tenha afirmado aos jornalistas que “ainda não temos provas suficientes para fazer esta afirmação” e acrescenta “mas. tudo indica que estando a Frenagolpe (plataforma criada por partidos e organizações da sociedade civil que condenam o golpe de Estado de 12 de abril) e o PAIGC por trás, naturalmente que Carlos Gomes Júnior também esteja envolvido”.

Bissau escreve a Lisboa a solicitar extradição de Carlos Gomes Júnior

Governo de transição envia carta a Portugal a pedir extradição de Carlos Gomes Júnior

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A este propósito, o governo de transição, fez saber que as autoridades guineenses enviaram uma carta ao governo Português exigindo a extradição urgente de Carlos Gomes Júnior para Bissau onde deverá responder às acusações feitas sobre o seu alegado envolvimento nos assassinatos ocorridos nos últimos anos na Guiné-Bissau. “Tendo um suspeito sobre crimes de sangue no seu país e sob tutela e proteção do governo português, não faria sentido o governo de Lisboa não aceitar agilizar esses atos judiciais”, destacou Fernado Vaz .

Segundo informações que circulam em Bissau, as autoridades de transição pretendem ouvir Carlos Gomes Júnior em dezembro deste ano, mas muitos observadores acham a ideia "um pouco utópica".

Entretanto, a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) solicitou apoio da comunidade internacional para resolver os problemas que preocupam toda a sociedade da Guiné Bissau. Segundo a LGDH a situação de domingo (21.10) levou a que se instalasse na Guiné-Bissau "um clima de medo protagonizado por indivíduos afetos às Forças Armadas, numa autêntica caça aos adversários políticos". Para a Liga, isso mostra a necessidade de se encontrada uma solução definitiva e duradoura para a crise no país. A LGDH condena ainda os "atos de brutalidade" e responsabiliza as autoridades de transição "pelas atrocidades que estão a ser perpetradas no país sem qualquer resposta necessária e eficaz".

A Liga deixa um alerta a comunidade internacional "para os riscos de uma situação insustentável e de crise sem precedentes, se medidas urgentes e adequadas não forem acionadas imediatamente".

Autor: Braima Darame (Bissau)/António Rocha (com LUSA)
Edição: Helena Ferro de Gouveia

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