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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau tem novo Governo

O presidente guineense de transição nomeou esta sexta-feira (7.06) um novo Executivo que põe fim a dois meses de intensas negociações políticas e responde a uma das principais exigências da comunidade internacional.

Guiné-Bissau tem novo Governo

Guiné-Bissau tem novo Governo

O novo Governo, anunciado por Serifo Nhamadjo, substitui o executivo de transição nomeado em maio de 2012, e deverá manter-se até ao fim do período de transição, em dezembro.

O governo remodelado, na perspectiva de ser mais inclusivo, é constituído na sua maioria pelos quadros do PAIGC e PRS - as duas principais forças políticas do país - e algumas figuras independentes. O Executivo conta com 34 membros: 19 ministros e 15 secretários de estado, com apenas 5 mulheres.

A maioria dos membros do atual Executivo já desempenharam as funções ministeriais no passado, alguns transitaram no executivo empossado há um ano para o atual e outros são estreantes.

Novo governo é resultado do “consenso nacional”

 José Ramos-Horta entende que estão criadas as condições para 
pensar na preparação de eleições gerais que devem ter lugar ainda este ano

José Ramos-Horta entende que estão criadas as condições para pensar na preparação de eleições gerais que devem ter lugar ainda este ano


A cerimónia de tomada de posse dos membros de governo teve lugar esta sexta-feira, nas instalações da Presidência da República. O novo governo "é a expressão viva do consenso nacional hoje possível", disse Serifo Nhamadjo, perante o presidente da Assembleia, as chefias militares, os representantes da ONU, da União Africana e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Pela frente, o novo Governo tem a missão de assegurar a transição até à realização de eleições gerais ainda este ano. Serifo Nhamadjo disse mesmo aos membros do Executivo que lhes é "confiada e exigida no essencial, e só, uma missão: a realização de eleições gerais", que vão pôr termo ao presente período de transição iniciado há um ano com um golpe de estado que depôs o regime de Carlos Gomes Júnior.

O novo governo empossado esta sexta-feira continua a ser chefiado por Rui Duarte de Barros, que manteve parte dos ministros. Mas há algumas mudanças: Fernando Delfim da Silva é o novo ministro dos Negócios Estrangeiros, em substituição de Faustino Imbali, que deixa o executivo. Abubacar Demba Dahaba deixa também a pasta das Finanças, agora ocupada por Gino Mendes.

ONU aplaude formação do novo governo

O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, já se congratulou com a formação de um novo Governo de transição e disse esperar que a comunidade internacional venha apoiar financeiramente o país.

Prevê-se a realização de novas eleições gerais antes do fim do ano, para 
repor a normalidade constitucional alterada pelo golpe de Estado de 12 de 
abril de 2012

Prevê-se a realização de novas eleições gerais antes do fim do ano, para repor a normalidade constitucional alterada pelo golpe de Estado de 12 de abril de 2012

"Felicito as autoridades de transição, todos os partidos políticos que lutaram durante meses, num diálogo intenso, com as suas diferenças, pontos de vista, mas que conseguiram chegar a um acordo. Merecem os nossos parabéns e apoios", disse Ramos- Horta, em declarações à agência Lusa, à margem de uma visita ao mercado de Bissau.  

De acordo com Ramos-Horta, estão criadas as condições para que a comunidade internacional avance com os "apoios concretos, pelo menos da parte da ONU”.

“O Fundo para a Consolidação da Paz já vai ser ativado. Vou fazer apelo à União Africana, à Comunidade de Países de Língua Portuguesa, à União Europeia para também darem passos correspondentes a esses progressos internos", observou o representante da ONU, instando a União Europeia a ser mais compreensiva para com a Guiné-Bissau.

Apesar das palavras de apoio, começam a surgir as primeiras críticas. Rui Landim, analista guineense, considera que o número de membros do Governo é exagerado e visa apenas agradar ao clientelismo.

Guiné-Bissau tem novo Governo

DW.DE

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