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Brasil

Fotógrafos alemães no Brasil do século 19

Exposição em Berlim enfoca atuação dos alemães, que tiveram influência determinante na arte fotográfica do Brasil imperial.

O Brasil imperial foi documentado em grande parte por fotógrafos alemães

Uma promoção do Instituto Cultural Brasileiro (ICBRA) na Alemanha e do Instituto Goethe Inter Nationes de São Paulo, a exposição "Fotógrafos alemães no Brasil do século 19" foi inaugurada pelo Ministro da Cultura brasileiro, Francisco Correa Weffort, quando de sua visita ao país.

Com 50 fotografias, 42 delas inéditas, a mostra, concebida e organizada pelo especialista Pedro Karp Vasquez, tem um valor artístico-documental inestimável. Nela estão expostos trabalhos dos fotógrafos Revert Henrique Klumb, Augusto Stahl, Franz Keller-Leuzinger, Johann Otto Louis Niemeyer, Augusto Riedel, Alberto Henschel, Pedro Hees, Otto Hees, Jorge Henrique Papf, Karl Ernst Papf, Albert Richard Dietze, Albert Frisch, Guilherme Liebnau, Rodolpho Lindemann e Maurício Lamberg.

Segundo Vasquez, "são nomes que se tornaram paradigmas da arte fotográfica brasileira da época imperial". Eles registraram diferentes pontos e regiões, entre outros, de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Amazônia, São Paulo, fotografando pátios, igrejas e mosteiros, flora e fauna,

escravos, colonos e caboclos, retratos para álbuns de família, cachoeiras, índios, pontes, fachadas de prédios, o trabalho nas minas, membros da aristocracia e mesmo o imperador Dom Pedro II, num inusitado registro sócio-histórico-etnográfico.

"O que ficou são documentos que registraram o Brasil num momento peculiar e único e desta forma conseguiram construir uma ponte fantástica entre duas culturas tão diferentes", acentuou o curador na abertura da mostra.

Karp Vasquez já tinha produzido um livro com o mesmo título, mas não com o mesmo número de fotos agora expostas. Ponto de partida foi o acervo Reiss, localizado por ele em museus das cidades de Mannheim e Leipzig. A coleção era propriedade dos cientistas Wilhelm Reiss e Alphons Stübel. Com o apoio do Instituto Goethe, foi possível fazer o trabalho de reprodução das fotografias e realizar as pesquisas necessárias.

A exposição estará aberta no ICBRA até 18 de maio de 2002.

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