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Alemanha

A Segunda Guerra Mundial

A queda da Itália

Prisioneiros de guerra alemães em Stalingrado

O desembarque dos Aliados na Sicília encontrou pouca resistência italiana. Uma moção de desconfiança contra Mussolini culminou com sua prisão, em 25 de julho de 1943. O governo nomeado pelo rei Victor Emmanuel 3º assinou um armistício com os Aliados, que desembarcaram no sul da Itália em setembro. As tropas alemãs, por sua vez, ocuparam Roma em 10 de setembro e começaram a desarmar as tropas italianas. Mussolini foi libertado por um comando alemão de pára-quedistas e passou a chefiar uma república social italiana, fascista e dependente da Alemanha. A grande ofensiva aliada, contudo, só teve início em 12 de maio de 1944. No mês seguinte, as tropas alemãs deixaram Roma, concentrando-se no norte.

Em 3 de janeiro de 1944, o Exército Vermelho ultrapassou a fronteira soviético-polonesa de 1939. Em 22 de junho do mesmo ano, quando se completavam três anos da invasão alemã, Stalin ordenou uma grande ofensiva contra as divisões alemãs concentradas no centro. Como Hitler insistisse em manter a linha do front, em poucos dias os soviéticos conseguiram rompê-la, desgastando as 38 divisões alemãs. Com isso, os soviéticos chegaram até o leste de Varsóvia e cortaram as vias de abastecimento das tropas alemãs nos países bálticos.

A ofensiva aérea dos Aliados ganhou grande força a partir do verão de 1943. Bombardeios britânicos causaram graves danos a cidades alemãs, entre as quais Hamburgo e Berlim. No ano seguinte, o alvo foram as refinarias, o que levou a uma queda fatal da produção de combustível.

O desembarque na Normandia

Após meses de preparativos, o grande desembarque na costa da Normandia teve início na madrugada de 6 de junho de 1944. Apesar da resistência dos alemães, os Aliados conseguiram romper sua linha de defesa. Tropas americanas e da resistência francesa tomaram Paris em 25 de agosto. Dias antes, os Aliados também haviam desembarcado na costa mediterrânea. De Gaulle assumiu o governo da França.

Em 20 de julho de 1944, o alemão Claus Schenk, conde de Stauffenberg, perpetrou um atentado contra Hitler, em nome do movimento de resistência do qual faziam parte vários oficiais. Hitler saiu apenas levemente ferido da explosão de uma bomba em seu quartel-general na Prússia Oriental. A represália não se fez esperar: mais de 4 mil pessoas, membros e simpatizantes da resistência, foram executadas nos meses seguintes.

Embora o desmoronamento do Terceiro Reich fosse incontestável, Hitler ordenou, em 25 de setembro de 1944 ,que todos os homens alemães de 16 a 60 anos fossem convocados para o exército, pouco depois de seu ministro da Propaganda, Josef Goebbels, tornar a proclamar a "guerra total". A inversão da situação fez com que pequenos países que haviam se aliado à Alemanha, como a Romênia, abandonassem a guerra ou mudassem de frente.

O fim da guerra na Europa

Enquanto a ofensiva nas Ardenas consumiu as últimas reservas alemãs na frente ocidental, um novo ataque soviético acabou com o que restava das tropas alemãs no leste. O Exército Vermelho tomou Varsóvia em 17 de janeiro de 1945 e logo depois isolou a Prússia Oriental do resto do Reich. Em 30 de janeiro, as tropas soviéticas atingiram o rio Oder, na atual fronteira entre a Polônia e a Alemanha. Nos meses seguintes, os alemães caíram em Silésia, Prússia Ocidental, Pomerânia Oriental, Königsberg e Danzig (Gdansk).

A ofensiva dos aliados ocidentais não avançou com tanta rapidez. Vindos da Holanda, os norte-americanos entraram na Alemanha em 23 de fevereiro, chegando a Colônia em 7 de março de 1945. No mesmo dia, tomaram a ponte de Remagen, sobre o Reno, a única que não fora destruída. Os ingleses dirigiram-se à região industrial do Ruhr e avançaram depois para o norte, enquanto as tropas americanas rumaram para o sul.

A queda de Berlim e a capitulação

Munique caiu em 30 de abril, restando ao Exército Vermelho a conquista de Berlim, Praga e Viena. O comandante de Berlim capitulou em 2 de maio de 1945. Hitler se suicidou dias antes na capital alemã, em 30 de abril, num bunker. Nomeou o almirante Karl Dönitz seu sucessor como chefe de Estado. Dönitz ordenou que o chefe do Estado-Maior, general Alfred Jodl, assinasse a capitulação incondicional em 7 de maio de 1945, no quartel-general dos Aliados, em Reims. A rendição entraria em vigor no dia seguinte, 8 de maio, data que marca, oficialmente, o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Dois dias depois, o comandante da Wehrmacht, marechal Wilhelm Keitel, assinava a capitulação também no quartel-general soviético, em Berlim. Em 5 de junho de 1945, os quatro comandantes-em-chefe dos Aliados anunciaram ter assumido o controle em toda a Alemanha.

No Pacífico, a guerra se estendeu até 2 de setembro de 1945, quando o Japão assinou sua capitulação. Para pôr fim ao conflito, os norte-americanos apelaram a bombas nucleares. Atiraram as primeiras bombas atômicas sobre Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e Nagasaki, em 9 de agosto.

O balanço

A Segunda Guerra Mundial deixou um saldo de pelo menos 30 milhões de mortos – algumas estimativas calculam o número em mais de 55 milhões. Só na União Soviética, morreram cerca de 20 milhões. O Holocausto custou a vida de 5,2 milhões a 6 milhões de judeus. Na Alemanha, morreram 5,25 milhões; na Polônia, 4,5 milhões; no Japão 1,8 milhão, e na Iugoslávia, 1,7 milhão de pessoas.

Ao fim da Segunda Guerra, a Alemanha, a Itália e o Japão deixaram de ser grandes potências. Os Estados Unidos e a nova superpotência União Soviética haviam definido a guerra na Europa, que dividiram de fato em duas zonas, conforme seu poderio e sua esfera de influência. No Leste Asiático, os EUA dominaram inicialmente, enquanto a Grã-Bretanha e a França, embora também vencedores, entraram em declínio.

dw.de