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Internet

Redes sociais da internet recebem más notas em teste

Segundo estudo feilo pela fundação Warentest, redes como Facebook, MySpace e Linkedin apresentam falhas de segurança e proteção de dados.

Usuário do Facebook

As redes sociais, tão em voga por promoverem reencontros virtuais, também trazem muitos riscos aos usuários. Foi o que constatou um teste feito fundação alemã Warentest, cujo resultado foi anunciado em Berlim na última quinta-feira (25/03).

Na avaliação feita pela fundação, grandes redes como Facebook, MySpace e Linkedin saíram-se mal no quesito proteção de dados e segurança: todas as testadas apresentam deficiências, aponta o relatório. Algumas das redes sociais analisadas limitam os direitos dos usuários, mas garantem o próprio direito de compartilharem informações pessoais dos seus assinantes com terceiros.

Hubertus Primus, que trabalhou na publicação, considera os resultados ambivalentes: sobretudo o nível de segurança é ruim. Apesar de considerar imprescindível o serviço as redes, ele insiste que estas devem ter regras a respeitar.

Baixa proteção

Durante os testes, os funcionários da Warentest se passaram por hackers, com o consentimento dos operadores das redes sociais. A experiência mostrou que a segurança de dados é falha: em poucos dias de teste, os funcionários conseguiram, com certa facilidade, ter acesso a contas e informações guardadas pelos usuários.

Para Holger Brackemann, da Warentest, os termos de uso das redes sociais são em parte "arbitrários e sem transparência". Ele cita o caso da Facebook, que fornece informações a terceiros – por exemplo, para fins de publicidade – quando "entende" que os usuários querem compartilhá-las.

Há, no entanto, exemplos positivos: as redes alemãs StudiVZ e SchülerVZ foram citadas por conceder aos usuários influência sobre a utilização de seus dados e por "quase nunca repassá-los a terceiros".

Essencial é lidar de forma responsável com a internet. Pois o que se publicou uma vez permanece na memória virtual da rede, mesmo depois de ser apagado. "A internet não esquece nada", adverte Primus.

NP/apn/afp/epd
Revisão: Augusto Valente

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