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Mercado de carbono: Esperança para as florestas de Madagáscar?

O uso do mercado de carbono é uma das soluções possíveis para preservar o que resta da floresta tropical em Madagáscar, onde a destruição já atingiu os 85%.

Por causa da pilhagem generalizada das florestas, captura ilegal de animais selvagens e um retorno a práticas de arrasar e queimar a floresta sem monitorização, doadores internacionais cortaram financiamentos cruciais para Madagáscar.

Estima-se que em todo o mundo 13 milhões de hectares de florestas tropicais desapareçam por ano. A destruição das florestas é a principal fonte de emissões de dióxido de carbono proveniente do mundo em desenvolvimento e a segunda maior fonte em termos globais, seguindo apenas o uso de combustíveis fósseis.

Em Madagáscar, há séculos que os agricultores fazem clareiras e queimadas na floresta, um processo designado como arrasar e queimar. Como consequência disso, esta ilha do Oceano Índico tem apenas 15% da sua floresta original.

É, por isso, imperativo preservar o que resta da floresta tropical. Uma das soluções possíveis é usar o mercado de carbono como um meio para proteger o que resta das florestas tropicais no âmbito de um projecto denominado REDD.

Fundos angariados através do mercado internacional de carbono têm a possibilidade de fornecer às populações locais um incentivo para não cortarem árvores. Madagáscar poderia ganhar até 5 milhões de dólares por ano através do mercado de carbono. No entanto, primeiro há que convencer as populações locais de que é necessário proteger o que resta da floresta tropical.

Victoria Averill foi ver em Madagáscar o que resta da floresta e o que está a ser feito. Um tema adaptado por Helena de Gouveia.

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