A diva do cinema alemão completaria 100 anos nesta quinta-feira. O presidente da Alemanha depositou uma coroa de flores em seu túmulo. Sua secretária revela que ela pode ter se suicidado com sonífero
A grande estrela, em 1940
Nesta quinta-feira, o presidente da Alemanha, Johannes Rau, depositou uma coroa de flores no túmulo de Marlene Dietrich, em homenagem ao centenário de seu nascimento. Na ocasião, Rau enalteceu o trabalho da atriz, lembrando que os filmes protagonizados por Dietrich foram vistos e apreciados por milhões de pessoas em todo o mundo.
Marlene Dietrich foi, sem dúvida, a atriz alemã de maior repercussão internacional e também o símbolo sexual de várias gerações. Apesar de todo seu brilho, durante muito tempo ela foi acusada de "traidora da nação" por combater publicamente o nazismo e aceitar a cidadania americana, em 1939.
Em nome de Berlim, cidade natal de Dietrich, o senador Andre Schmitz, que acompanhou o presidente da Alemanha durante a homenagem póstuma, pediu desculpas à atriz pelos anos de hostilidade em decorrência da incompreensão do povo alemão, redimindo o passado injusto. "Dietrich esteve à frente do seu tempo. Ela não traiu a verdadeira Alemanha. Berlim pede desculpas", frisou Schmitz.
Muitas comemorações
Berlim preparou uma série de comemorações em homenagem à diva do cinema alemão. Nesta quinta-feira à noite, acontece uma grande festa onde serão exibidos filmes particulares de Dietrich e também a única cópia de seu legendário concerto em Estocolmo, datado de 1963.
Sexta-feira será o dia da comemoração oficial de aniversário, com um encontro de gala intitulado "Marlene – 100", que promete agitar o cenário artístico e cultural da capital alemã. Além disso, estão em cartaz diversas exposições, como Forever Young, no Museu do Cinema, que apresenta fotos, objetos pessoais e documentos que retratam o estilo de vida de Marlene Dietrich.
Morte por overdose?
A americana Norma Bosquet, que cuidou de Dietrich durante os últimos anos de sua vida, cogitou a possibilidade de a atriz ter morrido de overdose. Após sofrer dois derrames cerebrais, Dietrich não tinha mais condições de ficar sozinha em seu apartamento. "Ela precisava ser transferida para um asilo e ouviu o quanto falávamos sobre isso", revelou Bosquet.
Para fugir de tal destino, a diva alemã teria ingerido uma dose elevada de comprimidos para dormir. "Ela havia me pedido para colocar os remédios ao seu alcance. Quanto soube de sua morte e fui ao apartamento, os comprimidos não estavam mais lá", resumiu a ex-secretária de Dietrich.
Norma Bosquet fora contratada em 1977 para ajudar Marlene Dietrich a redigir suas memórias. Com o tempo, tornaram-se amigas e foi Bosquet quem cuidou da atriz até sua morte. "Ela só era feliz no palco", lembrou a americana, que durante 12 anos visitou Dietrich diariamente em seu apartamento parisiense. " Eu a ajudei porque ela precisava de alguém".
Marlene Dietrich, cujo nome de batismo era Maria Magdalena von Losch, nasceu no dia 27 de dezembro de 1901, em Berlim, e morreu no dia 6 de maio de 1992, em Paris, aos 90 anos.
Datas marcantes em sua vida