Federação Alemã de Futebol renova contrato com a Adidas até 2018, mas recebe críticas da liga de clubes por ter optado pela menor oferta.
Hainer, da Adidas, e Zwanziger, da DFB, após a assinatura do contrato
Adidas continuará vestindo os jogadores da seleção alemã
O presidente da DFB, Theo Zwanziger, rebateu as críticas da DFL nesta segunda-feira (27/08), durante a entrevista coletiva com os representantes da Adidas. "Eu não estou apenas decepcionado, eu me sinto atingido porque não conheço isso de parte da liga. Eu posso entender isso apenas como moral dupla."
O secretário-geral da DFB, Wolfgang Niersbach, disse que o cálculo de que a DFB receberá menos da metade da soma oferecida pela Nike entre 2011 e 2018 só faria sentido se houvesse a possibilidade jurídica de fechar um contrato com a empresa americana.
Ele se refere à decisão de um tribunal independente, contratado pela DFB e pela Adidas para resolver um impasse: a fabricante de materiais esportivos alegava que, em 2006, havia feito um acordo verbal para a renovação do contrato com a federação até 2014. A DFB dizia desconhecer o acordo. O tribunal se pronunciou a favor da Adidas.
Tradição mantida
Ao anunciarem a renovação do contrato, Adidas e DFB fizeram questão de destacar a tradição existente na parceria, iniciada em 1954, na época da conquista da primeira Copa do Mundo pela Alemanha.
"Tradição é um valor muito importante no futebol alemão", disse Zwanziger, ao afirmar que uma decisão como essa não poderia ser tomada considerando apenas aspectos financeiros.
"Não se jogam 50 anos fora assim", afirmou o presidente da Adidas. Herbert Hainer. Para Zwanziger, foi uma decisão entre "tradição, direito e dinheiro. Respeitamos a tradição e resolvemos a questão jurídica. E estamos financeiramente satisfeitos". (as)