Leia neste especial a cobertura completa sobre o encontro do G8 na cidade de Heiligendamm, no norte da Alemanha.
No começo, eram seis. Só mais tarde é que, com o ingresso de mais dois países, passaram a formar o G8. Desde a criação em 1975, muita coisa mudou no grupo, exceto o propósito de ditar as regras da política internacional.
A sigla G8 deveria reunir as oito nações mais industrializadas do planeta, mas especialistas afirmam que a composição do grupo não reflete a economia mundial e defendem a inclusão de países como a China e o Brasil.
A cada encontro de cúpula do G8 são delineadas metas, seja para a estabilização dos mercados financeiros, o combate à aids ou medidas de proteção climática. Algumas vezes, estas metas são cumpridas.
Em sua declaração sobre a cúpula de Heiligendamm, Angela Merkel rejeitou uma ampliação do grupo das principais nações industriais e a Rússia. A presidente do G8 pediu ainda maior empenho pela proteção do clima global.
O auxílio à África é um dos temas principais da pauta do G8. Isso não ocorre pela primeira vez. Porém a situação do continente permanece catastrófica, apesar de o próprio G8 já haver realizado diversas iniciativas.
Brasil, China, Índia, México e África do Sul participam como convidados da cúpula do G8. Estudo mostra posições contraditórias dos emergentes e diz que sua integração no "clube dos ricos" prejudicaria nações mais pobres.
Em declaração exclusiva à DW-WORLD, presidente brasileiro diz que nas nações emergentes são gestadas soluções mais inovadoras para os problemas mundiais. Leia ainda opiniões de Leonardo Boff e Rubens Diniz.
Em entrevista à DW-WORLD, o ambientalista Fabio Feldmann defende que o Brasil defina metas de redução das emissões e que Lula pressione os países do G8 a realizar uma nova cúpula mundial do clima nos moldes da Eco 92.
No encontro do G8, a encenação exerce um importante papel. Qual a importância do simbólico, afinal? Somente símbolos negativos são repassados? DW-WORLD entrevistou o cientista político Ulrich Sarcinelli sobre o assunto.
Balneário marítimo mais antigo da Alemanha abriga o melhor hotel de beira-mar da Europa. Ex-colônia de férias comunista sedia próxima cúpula do G8.
Por ocasião da visita a Gana, o presidente alemão, Horst Köhler, comunicou o perdão de 270 milhões de euros de dívidas que o país tem com a Alemanha. A África é foco da política externa da presidência alemã da UE e G8.
Berlim impôs-se metas ambiciosas no próximo ano. À frente de dois blocos importantes pretende atacar problemas prementes que vão da proteção do clima e energia à Constituição da UE e globalização.
Em sua declaração de governo, Angela Merkel pediu apoio da coalizão, oposição e Estados para a presidência alemã do G8 e UE. Assim como a Copa do Mundo, a presidência dos dois grêmios deverá ser fator de união nacional.
Integrantes do Júnior 8, um grupo de jovens representando 18 país, se encontram com os líderes das oito nações mais ricas para darem sua opinião sobre alguns dos principais problemas do mundo.
Além de trocar experiência com jovens de outros países, a estudante Fernanda Winter espera chamar a atenção para a importância da participação dos jovens nas tomadas de decisões governamentais.
Mídia alemã analisa a falta de consistência das medidas apresentadas ao fim do encontro de cúpula em Heiligendamm e prevê breves desafios internos para a premiê Angela Merkel.
A ajuda à África, a cooperação com países em desenvolvimento e, sobretudo, os acordos sobre proteção ao clima foram destacados por Angela Merkel como avanços no final do encontro de cúpula em Heiligendamm.
G8 "pensa seriamente" em reduzir à metade as emissões de CO2 até 2050. Acordo vago é festejado por Merkel e criticado pelo Greenpeace. "Clube dos ricos" estreita diálogo com Brasil, China, Índia, México e África do Sul.
Em entrevista à DW-WORLD, o cientista político Jürgen Turek, da Universidade de Munique, descarta um fracasso total da cúpula do G8, mas também não espera muito mais do que declarações vagas sobre os temas do encontro.
Protestos violentos nas ruas e duelos escancarados nos círculos de poder: o encontro de cúpula do G8 na Alemanha não começa exatamente com a tranqüilidade do cenário onde se realiza.
Área interditada em Heiligendamm é invadida por manifestantes. Polícia reage com balas de borracha, jatos d'água e gás lacrimogêneo para controlar críticos da globalização. Greenpeace protesta no Mar Báltico.
Ativistas antiglobalização afirmam que decisão fere direitos fundamentais. Governo alemão é criticado por negar credenciais a jornalistas que pretendiam fazer a cobertura do encontro do G8.
A polícia alemã recolheu amostras do cheiro de ativistas antiglobalização. Fala-se em métodos totalitários, comparáveis aos da Stasi. Ministra da Justiça assegura que medida fez parte de investigação criminal.
Com o argumento de que teme ataques terroristas à cúpula do G8 na Alemanha, Schäuble ameaça adversários do encontro com prisão preventiva. Extrema esquerda acredita que buscas policiais fortalecem movimento de protesto.
A coordenação das manifestações da extrema esquerda melhorou. Mas o estigma de violência persiste por culpa de uma minoria.
Autoridades de segurança fazem buscas em seis estados alemães devido a suspeitas de que radicais de esquerda estariam preparando ataques violentos à cúpula do G8. Grupos atingidos reagem com protestos.
O G8 continua as negociações para a atualização das leis de proteção intelectual. Entretanto, Vandana Shiva acredita que essas mudanças vão apenas impor monopólios e violações de patentes em favor das corporações.
O professor Jeffrey Sachs, conselheiro especial do secretário-geral da ONU, critica a falta de esforços dos países do G8 em acabar com a pobreza e explica o que pode ser feito para reverter esse quadro.
Músicos apelam a nações ricas para que ajudem a África e advertem para o perigo da radicalização entre os críticos da globalização.
Mostra de artes plásticas paralela ao encontro do G8 aborda interseção entre arte e política.
Com origens no movimento trabalhista italiano e nos protestos estudantis dos anos de 1960, o movimento "autônomo" e seu "bloco negro" ganham notoriedade nos protestos contra o encontro de cúpula do G8.
Manifestação inicialmente pacífica em Rostock acaba em confronto violento entre policiais e críticos da globalização. Extrema-direita ignora decisão judicial e faz protestos em várias cidades alemãs.
Acontecimentos violentos ocorridos na cidade italiana em 2001 tiraram os encontros do G8 dos grandes centros urbanos e levaram a mudanças nas estratégias dos críticos da globalização.
Crítico da globalização Sven Giegold, co-fundador da associação Attac, denuncia em entrevista exclusiva o desrespeito ao direito de reunião durante a cúpula do G8 a ser realizada no início de junho na Alemanha.
Defensores do meio ambiente, associações religiosas, sindicatos – os críticos da globalização têm várias faces, mas um objetivo comum: limitar o poder dos conglomerados e aumentar a influência dos cidadãos.
Extremistas de esquerda da Europa encabeçam os protestos contra a injustiça internacional. Cúpula do G8 é seu próximo alvo. A coordenação das manifestações melhorou. O estigma de violência persiste, devido a uma minoria.
Em entrevista à DW-WORLD.DE, o cientista político Colin Crouch explica seu conceito de "pós-democracia", analisa a influência do discurso midiático sobre processos políticos e aposta no fortalecimento da sociedade civil.
Reunidos em Acra, representantes governamentais e organizações humanitárias de mais de 100 países iniciaram conversações sobre futuro da política de ajuda ao desenvolvimento. Organizações alemãs exigem mudanças radicais.
Organizações não governamentais lembram que muitas das promessas de recursos para a ajuda ao desenvolvimento feitas em encontros anteriores do G8 não foram cumpridas.