O Tribunal Superior Regional de Stuttgart anunciou nesta segunda-feira (12/02) que a ex-terrorista alemã da RAF (Fração do Exército Vermelho) Brigitte Mohnhaupt, condenada cinco vezes à prisão perpétua e mais 15 anos de cadeia, receberá liberdade condicional em março. Os juízes atenderam assim à petição de Mohnhaupt, que então terá cumprido 24 anos de prisão.
O tribunal afirmou não ter indícios de que Mohnhaupt represente um perigo para a sociedade. Ela poderá deixar a prisão em 27 de março e durante cinco anos terá de se apresentar regularmente à polícia.
Mohnhaupt, de 57 anos, pertenceu à cúpula do grupo terrorista de esquerda entre 1977 e 1982, quando foi capturada. Ela participou dos assassinatos do presidente do Dresdner Bank, Jürgen Ponto, do procurador-geral da República Siegfried Buback e do presidente da Confederação Alemã dos Empregadores, Hanns-Martin Schleyer, em 1977.
O próprio Ministério Público havia apresentado o pedido de libertação de Mohnhaupt, por considerar positivas a suas perspectivas de reintegração na sociedade. Os familiares das vítimas, no entanto, lamentaram que a ex-terrorista não tenha feito até agora qualquer manifestação de arrependimento pelos crimes.
Outros três antigos líderes terroristas alemães continuam na prisão: Christian Klar, que já apresentou pedido de indulto ao presidente alemão, além de Eva Haule e Birgit Hogefeld. (rw)
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