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Cidades & Roteiros

História e estórias marcam o Vale do Reno

Durante séculos, o rio Reno foi caminho natural para viajantes pela Europa central. Às margens do rio foram construídos inúmeros castelos e fortalezas. Os núcleos de colonização romana deram origem a importantes cidades.

O Reno e a Loreley

Tradição vinícola

Os turistas que acorreram ao Vale do Reno, desde o século 19, em busca do romantismo da paisagem, descobriram imediatamente a boa qualidade do vinho produzido na região e que até então era exportado em grandes quantidades, principalmente para a Inglaterra, mas sem maiores indicações de origem. Quando muito, o vinho era registrado como "Bacharacher", em alusão à cidade que sediava então o comércio do vinho renano, a pequena Bacharach.

Cena da ópera 'Siegfried', de Wagner, na Semperoper de Dresden, com Deborah Polaski (esq.) no papel de Bruennhilde e Alfons Eberz como Siegfried

A incrementação do turismo motivou, a partir do século 19, o surgimento da preocupação de identificar de maneira mais específica o vinho engarrafado, com o nome exato do produtor e da área de produção, da safra e da qualidade do vinho.

A cultura vinícola às margens do Reno remonta à época da dominação romana, quando porém não chegou a alcançar importância. Só a partir do século 6º é que ela começa a estender-se em área e crescer em importância, passando a representar a principal atividade econômica da região, por volta do século 11. Já nessa época, começaram a ser exportadas grandes quantidades de vinho para a Inglaterra.

Vinho branco renano

O vinho do Reno é essencialmente vinho branco, mas isto não foi sempre assim: inicialmente, a maior parte do vinho produzido na região era tinto e só aos poucos é que o vinho branco foi se firmando como um produto tipicamente renano. A partir daí, a produção de vinho tinto foi desaparecendo aos poucos, resistindo apenas no Vale do Ahr, um afluente do Reno, e na região da cidade de Assmannshausen, além de uma outra área em Ingelheim, a nordeste de Mainz. Nos últimos anos, contudo, nota-se uma tendência de retomada da produção de vinho tinto.

A vinicultura de exportação atingiu seu apogeu antes do início do turismo, no século 18. Hoje, o consumo do vinho na própria região de produção e na Alemanha em geral é tão alto que apenas um volume relativamente pequeno sobra para a exportação, apesar dos progressos alcançados em termos de produtividade. Na Idade Média, produziam-se 20 hectolitros de vinho em cada hectare de vinhedo. Hoje, a média é de aproximadamente 100 hectolitros por hectare.

Colheita da uva em Rheingau, a região de Rüdesheim

O trecho vinícola do Reno alemão está situado principalmente entre as cidades de Mainz e de Colônia, com o aproveitamento intensivo de todas as encostas de morro à margem do rio para a plantação de vinhedos. O vinho produzido é muito controlado pelas autoridades alemãs, principalmente no que diz respeito à classificação da sua qualidade.

Os vinhateiros mais importantes ou as cooperativas vinícolas mantêm adegas, onde servem seu próprio vinho e, às vezes, ministram cursos sobre tipos e qualidades de vinhos. A prova de vinho numa dessas adegas é, para a maior parte dos turistas que visita o Vale do Reno, um dos pontos altos da viagem pela região.

Na cidade de Rüdesheim, a viela denominada Drosselgasse é um dos centros de tais adegas e constitui uma das maiores atrações turísticas do Reno.

Leia a seguir: as lendas do Reno

DW.DE

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