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  • A repercussão

    2011: o ano da Primavera Árabe

    A repercussão

    Sob os olhos do mundo, dezenas de milhares protestaram na praça Tahir, no Cairo. Graças a câmeras de TV e à internet, milhões de pessoas mundo afora tiveram a sensação de estarem presentes na chamada Primavera Árabe.

  • Desfecho incerto

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Desfecho incerto

    A revolta no mundo árabe é algo revolucionário, tendo envolvido toda a região. Mas ela ainda não foi concluída, já que até agora apenas três autocratas foram derrubados. Poucos países do mundo árabe saíram ilesos à onda de pressão política iniciada na Tunísia.

  • A gota d'água

    2011: o ano da Primavera Árabe

    A gota d'água

    O começo do movimento árabe foi marcado pelo verdureiro tunisiano Mohamed Bouazizi. Por falta de perspectivas e desapontamento com o então regime político do país, Bouazizi atou fogo em si mesmo em público em 17 de dezembro de 2010.

  • Consequências de um gesto

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Consequências de um gesto

    O ato de desespero do jovem Bouazizi provocou enorme repercussão, de modo que, pouco depois, protestos se espalharam por todo o país. Em 14 de janeiro de 2011, o ditador tunisiano Zine el-Abidine Ben Ali renunciou ao cargo de chefe de Estado e fugiu para a Arábia Saudita.

  • Falta de perspectivas

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Falta de perspectivas

    Desde a fuga de Ben Ali, a Tunísia passou por governos provisórios e toques de recolher. Muitos jovens tunisianos começaram a fugir para a Europa porque a situação econômica não lhes oferece perspectivas.

  • Islâmicos moderados

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Islâmicos moderados

    Nas eleições de 23 de outubro de 2011 na Tunísia, o partido islâmico Ennahda conseguiu 90 dos 217 assentos da Assembleia Constituinte. Muitos tunisianos temem uma islamização do país. O Ennahda compara-se, entretanto, ao partido islâmico moderado do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. A Tunísia servirá de teste para verificar se os religiosos moderados mantêm sua palavra.

  • Mártir da oposição

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Mártir da oposição

    Em 25 de janeiro 2011, a onda de protestos chegou ao Egito. A agitação após a morte sob tortura do jovem blogueiro Khaled Said em Alexandria foi um dos fatores decisivos para a revolução egípcia. O grupo "We all are Khaled Said " ganhou enorme popularidade no Facebook. O blogueiro passou a ser visto como um mártir dos opositores do regime.

  • Onda de violência

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Onda de violência

    Os protestos não ocorreram de maneira pacífica. Em 28 de janeiro 2011, sangrentos confrontos entre os manifestantes e a polícia tomam a praça Tahrir, no Cairo. Calcula-se que cerca de 800 pessoas tenham sido mortas. O ditador Hosni Mubarak finalmente renunciou em 11 de fevereiro.

  • E agora?

    2011: o ano da Primavera Árabe

    E agora?

    Após a euforia que acompanhou a queda do governo, o Egito entrou em um período confuso. Na capital, Cairo, o clima foi de impaciência com relação à demora das reformas. Novos partidos e movimentos modificaram o cenário político. Em 28 de novembro, o Egito deu início à eleição de um novo parlamento.

  • Rebeldes contra o governo

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Rebeldes contra o governo

    Confrontos acirrados entre rebeldes e forças governamentais na Líbia alimentaram o temor por uma longa e sangrenta guerra civil. O Ocidente interveio: as Forças Armadas dos Estados Unidos, França e Reino Unido começaram a atacar as tropas de Kadafi em meados de março. No fim daquele mês, a Otan assumiu oficialmente o comando da missão.

  • Transição

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Transição

    A alegria foi grande quando a luta contra o regime chegou ao fim, em 20 de outubro 2011. O ditador Muammar Kadafi está morto, e a revolução triunfou com a ajuda da Otan. O Conselho Nacional de Transição (CNT) deu início ao processo que conduzirá a eleições e à elaboração de uma Constituição.

  • Agitação no Iêmen

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Agitação no Iêmen

    Desde o início das manifestações no Iêmen em 27 de janeiro de 2011, a população exige a queda do presidente Ali Abdullah Saleh. No final de novembro, o governante concordou com uma proposta dos Estados do Golfo, que prevê sua renúncia e garante que não será punido. Calcula-se que 1.500 pessoas tenham morrido desde o início dos protestos no país.

  • Renúncia

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Renúncia

    Depois da renúncia ao poder, espera-se que o ex-presidente Saleh busque o exílio nos Estados Unidos. Saleh havia governado o país por 33 anos. O Iêmen é considerado o primo pobre da Península Arábe.

  • A batalha contra Assad

    2011: o ano da Primavera Árabe

    A batalha contra Assad

    Desde o início dos protestos na pequena cidade de Daraa, na Síria, Bashar al-Assad mantém-se firme no poder. Seu retrato está espalhado pelas ruas de todo o país. Nos bastidores, suas forças de segurança avançam com violência sobre os manifestantes. Quase nenhuma informação é liberada para o exterior. Jornalistas estão proibidos de entrar no país.

  • Isolados do mundo

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Isolados do mundo

    De tempos em tempos, os manifestantes conseguem enviar ao mundo cenas como esta. A ONU estima que mais de 5 mil pessoas tenham morrido desde o início dos protestos na Síria. A grande maioria do exército recusa-se a apoiar os manifestantes e Assad permite que se atire contra o próprio povo.

  • Pressão externa

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Pressão externa

    Apesar das ameaças de Assad, a pressão sobre o regime continuou aumentando. A Liga Árabe decidiu por uma exclusão temporária da Síria e impôs sanções ao país. Em meados de novembro, a União Europeia e os Estados Unidos também intensificaram suas sanções contra Damasco.

  • Bahrein desconcertado

    2011: o ano da Primavera Árabe

    Bahrein desconcertado

    No Bahrein, a maioria xiita protestou até meados de março contra a família governante sunita. A repressão às manifestações com ajuda da Arábia Saudita resultou na morte de mais de 30 pessoas. Os EUA têm uma base naval no Bahrein e, por razões estratégicas, mantêm distância do conflito.