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  • Atraente armadilha

    A comunicação por meio do feromônio

    Atraente armadilha

    Feromônios funcionam como um tipo de comunicação biológica entre organismos de uma mesma espécie. Sobretudo insetos fazem uso da substância, objeto de pesquisa há cerca de 50 anos. Baratas fêmeas, por exemplo, exalam um cheiro adocicado para atrair os machos ao acasalamento. Dedetizadoras também usam variedades sintéticas do feromônio para atrai-los – e matá-los.

  • Estrutura complexa

    A comunicação por meio do feromônio

    Estrutura complexa

    A palavra feromônio vem do grego antigo e significa comunicar, noticiar, causar. Apenas em raros casos ele é composto por uma única substância – geralmente é formado por uma mistura de substâncias sempre em quantidades precisas, para que ocorra o efeito desejado. Estas moléculas orgânicas atuam como "mensageiros".

  • O descobridor

    A comunicação por meio do feromônio

    O descobridor

    O bioquímico alemão Adolf Butenandt comprovou a existência do feromônio pela primeira vez em 1959. Até chegar ao bombicol, o feromônio sexual do bicho-da-seda, ele precisou estudar 750 mil desses insetos. Antes, ele já havia comprovado os hormônios sexuais humanos androsterona e progesterona. Em 1939, Butenandt recebeu o Prêmio Nobel da Paz por suas pesquisas sobre os hormônios esteroides.

  • Sem sentido ambíguo

    A comunicação por meio do feromônio

    Sem sentido ambíguo

    Martin Lüscher e Peter Karlson, colegas de pesquisa de Butenandt, estabeleceram uma definição para feromônio: "substância que, exalada por um determinado indivíduo, desperta reações específicas em indivíduos da mesma espécie". O mais conhecido é o feromônio sexual, que os insetos liberam quando estão à procura de parceiros.

  • Atrair e dispersar

    A comunicação por meio do feromônio

    Atrair e dispersar

    Pequenos besouros que vivem na casca e no tronco das árvores produzem dois tipos de feromônios: um para atrair a mesma espécie e outro para dispersá-la. Em conjunto, eles conseguem perfurar a casca da árvore. Quando já reuniram um número suficiente de besouros, produzem um feromônio de dispersão, e evitam assim a concorrência na árvore.

  • Deixando vestígios

    A comunicação por meio do feromônio

    Deixando vestígios

    Formigas também usam feromônios como pistas para indicar o caminho rumo ao formigueiro ou à fonte da comida. O feromônio é liberado por suas glândulas ou por excreções. Depois de um tempo, o odor evapora. Frequentemente os vestígios deixados por formigas de certo ninho são específicos, para que elas não se enganem e vão parar no formigueiro errado.

  • Sinal de alerta

    A comunicação por meio do feromônio

    Sinal de alerta

    O feromônio dos pulgões funciona como um tipo de alarme para quando algum predador se aproxima, indicando que os companheiros precisam buscar um local seguro. A substância é liberada por dutos nas costas do inseto. Em situações de perigo, os insetos correm de um lado para outro e liberam um fluido grudento, a hemolinfa.

  • Classe real

    A comunicação por meio do feromônio

    Classe real

    As abelhas possuem um dos mais complexos sistemas de comunicação por meio de feromônio. Com aproximadamente 15 glândulas, elas conseguem produzir e liberar diferentes tipos de substâncias – dependendo do objetivo. Há, por exemplo, um feromônio de reconhecimento, que impede as abelhas operárias de deixarem a colmeia na época de reprodução e bloqueia o crescimento de seus ovários.

  • Não apenas insetos

    A comunicação por meio do feromônio

    Não apenas insetos

    Além do feromônio dos insetos, sobre o qual já há muitas pesquisas, plantas e mamíferos também liberam a substância. Com os camundongos, por exemplo, ocorre o chamado efeito Bruce: quando as fêmeas prenhas inalam o feromônio de outro macho até três dias após o início da gestação, ela é naturalmente interrompida.

  • Uso pelo homem

    A comunicação por meio do feromônio

    Uso pelo homem

    O homem usa o feromônio de insetos para controlar as pragas na agricultura. Nas plantações de uva, a substância ajuda a combater a reprodução dos insetos danosos. O odor químico encobre a substância liberada pelas fêmeas para atrair os machos, fazendo com que eles não mais as encontrem.