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Comentário

  • Capital dos javalis

    Vida selvagem em Berlim

    Capital dos javalis

    Mais de 6 mil desses onívoros vivem em Berlim, onde não são os únicos animais silvestres urbanos. A exposição no Museu de História Natural mostra que a cidade é uma capital também para a fauna. Porém, é um erro alimentar os porcos selvagens, porque eles voltarão com maior frequência ainda, escavando os jardins à procura de alimento.

  • Sem receio dos humanos

    Vida selvagem em Berlim

    Sem receio dos humanos

    Mas também ao longo das grandes vias veem-se javalis à procura de comida. Muitos berlinenses têm medo, e assim o "telefone dos animais selvagens" recebe mais de 3 mil chamadas por ano. No caso, com razão: sobretudo as fêmeas com cria representam perigo. O trabalho de 35 caçadores voluntários é evitar que os porcos selvagens se proliferem demasiado. Centenas desses animais são mortos a cada ano.

  • Paraíso dos falcões

    Vida selvagem em Berlim

    Paraíso dos falcões

    Um falcão-peregrino rodeia o mirante da Torre de Televisão de Berlim. Daqui de cima os pássaros têm uma visão perfeita e podem se lançar a uma velocidade de até 300 km/hora sobre suas presas – geralmente aves migratórias desavisadas, por exemplo, abibes, que sobrevoam a cidade, por acaso. Os representantes da fauna local, como as pombas, já aprenderam a se esconder depressa das aves de rapina.

  • Ilhas de biodiversidade

    Vida selvagem em Berlim

    Ilhas de biodiversidade

    Um filhote de falcão peregrino é recolocado em seu ninho, na igreja Marienkirche, perto da Alexanderplatz. Ao atingirem a idade adulta, eles encontrarão alimento à vontade. Há poucos anos, essas aves rapineiras estavam quase extintas. Hoje, há um casal delas para cada um dos 3,5 milhões de berlinenses. Cerca de 140 espécies fazem ninho na região urbana, mais do que em muitas reservas naturais.

  • Hóspedes de inverno

    Vida selvagem em Berlim

    Hóspedes de inverno

    Dezenas de milhares de gralhas-calvas do Leste Europeu passam o inverno em Berlim, reunindo-se às 5 mil gralhas-cinzentas nativas. A reunião das aves no centro da cidade, ao cair da noite, é um belo espetáculo natural. Entretanto desde que boa parte dos aterros de lixo passou a ficar fechada, pois os resíduos são incinerados, reduziu-se a oferta de alimento e assim o número dos hóspedes invernais.

  • Esperteza natural

    Vida selvagem em Berlim

    Esperteza natural

    Nas últimas décadas, cada vez mais animais escolheram as metrópoles como habitat. Entre eles, as raposas. Consideradas mestras em adaptação, elas vivem hoje praticamente em toda Berlim. A "Raposa da Chancelaria Federal" ficou famosa por visitar regularmente a chefe de governo Angela Merkel. Os primeiros espécimes urbanos apareceram na década de 1940, em Londres.

  • Fonte de alegria

    Vida selvagem em Berlim

    Fonte de alegria

    Se alimentados regularmente, os animais silvestres tornam-se mansos. Um bom exemplo são os esquilos. Sobretudo os aposentados e as crianças se divertem nos muitos parques da capital alemã com os ágeis bichinhos.

  • Visita inesperada

    Vida selvagem em Berlim

    Visita inesperada

    A cada ano, 100 berlinenses se tornam donos involuntários de filhotes de patinhos, cujas mães procuram local de ninho num canteiro de flores ou numa varanda. Embora normalmente nidifiquem no solo, essas aves por vezes também procuram lugares com uma boa vista. O recorde cabe a uma pata-rela, que chocou seus ovos no 16º andar de um prédio, a 50 metros de altura.

  • Vítimas fatais

    Vida selvagem em Berlim

    Vítimas fatais

    Contudo, a convivência entre seres humanos e animais nem sempre funciona bem. Centenas de porcos-espinho morrem anualmente nas ruas de Berlim. Após pancadas de chuva, eles procuram minhocas nas vias asfaltadas. Mas não aprenderam – ainda – a evitar os carros. Eles se enroscam ao sinal de perigo, sendo atropelados.

  • Da palha ao concreto

    Vida selvagem em Berlim

    Da palha ao concreto

    No campo, as andorinhas-de-bando gostam de fazer seu ninho nos estábulos de vacas. Na cidade, em contrapartida, elas procuram varandas ou estacionamentos. Quer dizer: o clichê do fim da natureza na cidade não procede mais.

  • Sem medo dos caçadores de peles

    Vida selvagem em Berlim

    Sem medo dos caçadores de peles

    Os guaxinins são conhecidos como habitantes urbanos especialmente abusados. Não é incomum eles promoverem o caos nas garagens dos subúrbios. Desde que foram libertados das fazendas de peles em Hessen, na década de 1930, eles se espalharam por toda a Alemanha. Há cerca de 50 exemplares em Berlim.

  • Êxodo rural

    Vida selvagem em Berlim

    Êxodo rural

    Por que tantos animais se mudam para a cidade? Segundo os pesquisadores, porque nelas há mais para comer e maior diversidade de habitats do que em muitas áreas rurais. Agricultura intensa, silvicultura monótona e vias rodoviárias destroem os territórios originários. As cidades oferecem refúgio e, muitas vezes, também proteção contra os inimigos naturais.