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Alemanha

Convenção confirma Steinbrück como adversário de Merkel

Em convenção extraordinária do Partido Social Democrata, o maior da oposição, Peter Steinbrück foi escolhido para encabeçar eleições parlamentares no próximo ano.

O ex-ministro alemão das Finanças Peer Steinbrück, de 65 anos, ganhou apoio de 93,45% dos delegados do Partido Social Democrata (SPD) neste domingo (09/12). Ele foi nomeado oficialmente concorrente da chanceler federal Angela Merkel nas eleições parlamentares, que acontecem em setembro do próximo ano na Alemanha.

Anteriormente, Merkel havia vencido a votação correspondente dentro de seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), com semelhante maioria esmagadora, ao angariar 98% dos votos de seus correligionários.

Antes de sua eleição, Steinbrück, cuja candidatura já havia sido anunciada, fez um inflamado discurso de mais de uma hora e meia de duração durante a convenção de seu partido em Hannover. "Estou concorrendo ao posto de chanceler federal da República Federal da Alemanha", disse o político, ao declarar a seus aliados que "devemos a este país, mais uma vez, um chanceler federal social-democrata".

Steinbrück definiu a CDU – partido da atual premiê Merkel e o mais popular do país nas enquetes – como uma "máquina de poder", salientando que "manter-se no poder não é a meta central na política".

O candidato social-democrata criticou a premiê ao afirmar que ela usa com demasiada frequência frases de efeito, que podem ser interpretadas de diversas formas, mas têm pouco conteúdo concreto. "Com Merkel muita coisa permanece vaga. E isso não é isento de perigos", completou.

Grande coalizão ou aliança com o Partido Verde?

A julgar pela mais recente enquete publicada pela emissora ARD, é provável que haja uma troca de governo nas próximas eleições no país, embora não esteja claro de que forma isso se dará. A aliança com o Partido Liberal Democrata, facção minoritária que compõe a atual coalizão de governo, não parece que vai conseguir sobreviver.

Convenção extraordinária do SPD confirma nome de Peer Steinbrück

Há quem diga que a formação mais provável é o que se chama na Alemanha de "grande coalizão", ou seja, uma aliança entre os democrata-cristãos e os social-democratas – os dois maiores partidos do país. Steinbrück ocupou o cargo de ministro das Finanças em um governo assim, mas diz que não gostaria de repetir a experiência.

Em seu discurso aos delegados do partido em Hannover, ele defendeu "uma mudança completa de governo" e não medidas pela metade. "E é bem óbvio como isso poderia funcionar: através de uma coalizão entre social-democratas e verdes", completou o candidato.

Steinbrück conclamou os social-democratas a permanecerem unidos durante a campanha eleitoral, não importando qual coalizão entre as que estão sendo aventadas no momento irá se concretizar. "Se continuarmos lado a lado, vamos chegar lá", disse o candidato aos delegados de seu partido.

SV/afp/dpa/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

DW.DE