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Angola

CASA-CE: Como serão as chances do partido estreante na eleição angolana?

CASA-CE, formada por dissidente da UNITA Abel Chivukuvuku (foto), percorre Angola com mensagem de luta contra a elite política no poder. Observadores consideram que o partido tem poucas chances nas eleições gerais.

Abel Chivukuvuku durante fundação da CASA-CE

Abel Chivukuvuku durante fundação da CASA-CE

Abel Chivukuvuku nunca escondeu a sua ambição de, como político, um dia poder vir a concorrer para a cadeira de Presidente da República de Angola. Com a aprovação da nova Constituição, onde as regras passaram a ser diferentes – ou seja, deixou de haver eleições apenas para as presidenciais e os candidatos são eleitos por listas partidárias –, Chivukuvuku abandonou a UNITA (maior partido da oposição angolana) e fundou um novo partido, a CASA-CE (Convergência Ampla de Salvação de Angola/Coligação Eleitoral).

Chivukuvuku posicionou-se como cabeça de lista da CASA-CE, o que quer dizer que, se o partido obtiver a maior parte dos votos nas eleições gerais marcadas para 31.08, Chivukuvuku poderá ser o novo presidente angolano.

"Temos todos o dever patriótico de esclarecer aos angolanos que, no dia 31 de agosto, terão duas opções: se quiserem que Angola continue com angolanos pobres, votem [no partido governista] MPLA. Se quiserem que a pobreza comece a diminuir e a acabar em Angola, votem na CASA! Se quiserem governantes corruptos, votem MPLA. Se quiserem governantes patrióticos e honestos, votem na CASA!", discursou Chivukuvuku, em comício recente antes do início da campanha eleitoral.

O jornalista William Tonet será o cabeça de lista pela CASA-CE no círculo provinvial de Luanda

O jornalista William Tonet será o cabeça de lista pela CASA-CE no círculo provinvial de Luanda

Aos 54 anos de idade, Chivukuvuku é considerado um candidato jovem e dinâmico, e – mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral – tem percorrido o país inteiro espalhando a sua mensagem: uma mensagem que visa à defesa do interesse dos angolanos, assim como uma luta contra a elite política no poder, que considera corrupta. Observadores políticos vêm considerando a campanha do partido diligente.

Almirante das Forças Armadas e opositores ao governo nas listas da CASA-CE

Na lista de candidatos a deputados à Assembleia Nacional, pelo círculo nacional, destaca-se o nome do diretor nacional de Relações Internacionais do Ministério da Defesa Nacional, André Mendes de Carvalho “Miau”.

O almirante das Forças Armadas foi, nomeadamente, proposto como segunda figura da lista da CASA-CE, na qual Abel Chivukuvuku é o primeiro pelo círculo nacional. Porém, como "Miau" ainda não passou à reforma, não participou ainda de compromissos do partido.

Ao nível do círculo provincial de Luanda, o jornalista William Tonet é o cabeça de lista.

CASA-CE foi formada por dissidente da UNITA, o maior partido da oposição em Angola

CASA-CE foi formada por dissidente da UNITA, o maior partido da oposição em Angola

Para a lista do enclave angolano de Cabinda foi escolhido o jornalista e ativista cívico José Fernando Lelo, como cabeça de lista e secretário provincial executivo da CASA-CE na região.

Em entrevista à DW África, Lelo afirmou que o partido tem cinco compromissos com Angola: "Prometemos contribuir de forma ativa para a consolidação da paz, pretendemos promover uma reforma constitucional, prometemos reduzir a pobreza do angolano no médio prazo, pretendemos valorizar os funcionários públicos introduzindo a ética no trabalho e de melhoria das condições laborais e pretendemos também dignificar os militares, os agentes da polícia e da segurança nacional", afirmou Lelo.

O jornalista explicou igualmente que a CASA-CE quer "proteger o direito à vida e terminar com a violência gratuita que coloca em causa os direitos humanos dos angolanos" – especialmente em Cabinda, na Lunda Norte e na Lunda Sul, para "estabelecer um diálogo com todas as sensibilidades que possam existir nessas três províncias".

Os observadores políticos em Angola aguardam com muita curiosidade o resultado deste recém nascido partido político. São - por enquanto - poucos os que lhe atribuem grandes chances de ultrapassar o histórico movimento UNITA.

Autor: António Cascais
Edição: Renate Krieger / António Rocha

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