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Angola

Alemanha, Portugal, Turquia: todos querem investir em Angola

Empresários estrangeiros e autoridades angolanas saem satisfeitos da maior bolsa de negócios de Angola, a FILDA.

A Feira Internacional de Luanda, FILDA, somou mais um sucesso a julgar pelos 700 expositores e pela grande qualidade dos equipamentos, produtos e serviços expostos durante os seis dias do certame, que terminou este domingo (22.07).

A Alemanha fez-se representar por mais de 20 empresas nas áreas da construção de infraestruturas e da tecnologia de ponta. O país deixou um sinal claro de que, cada vez mais, pretende fortalecer os laços com Angola.

Siemens está interessada em investir na área da energia

Siemens está interessada em investir na área da energia

"É muito importante para as empresas alemãs se fazerem representar aqui, principalmente no tocante a infraestruturas, projetos de transporte, projetos de construção de estradas e pontes", disse Oliver Seifert, responsável do pavilhão da Alemanha na feira. "É por isso que a grande maioria das empresas aqui é ligada à área de infraestruturas".

A empresa alemã Siemens quer oferecer a Angola a sua experiência no domínio da produção, transporte e distribuição de energia e formação de quadros nessa área. A Siemens assinou um acordo com o instituto de tecnologias de Angola para a formação de quadros na Alemanha.

Aposta forte da Turquia

A Turquia é um dos países que se afigura como um dos novos parceiros económicos de Angola. Na sua primeira participação, o país foi o maior expositor, com 90 empresas presentes, tendo superado a hegemonia portuguesa.

A proposta turca de parceria e cooperação com Angola, passa pela setor alimentício, industria automóvel ou, por exemplo, eletrodomésticos.

Portugal também quer investimento angolano

Empresários estrangeiros querem investir na reconstrução de Angola (na foto, ferrovia de Benguela em 2004, entretanto a ser reabilitada com fundos chineses)

Empresários estrangeiros querem investir na reconstrução de Angola (na foto, ferrovia de Benguela em 2004, entretanto a ser reabilitada com fundos chineses)

Portugal trouxe 80 expositores para a FILDA. Para o Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares português, Miguel Relvas, as relações com Angola são inseparáveis, daí registar-se um crescimento do investimento privado nos dois países.

"Queremos atrair o investimento estrangeiro, queremos estabelecer aqui uma relação de duplicidade – uma duplicidade saudável entre empresas portuguesas e empresas angolanas. Esse é o caminho", disse Relvas.

Investimento para a reconstrução

Para o executivo angolano, a Feira Internacional de Luanda é a maior montra de negócios e de captação de investimento estrangeiro que o país precisa para a sua reconstrução e crescimento.

O Ministro da Indústria, Joaquim David, reconhece pois a importância dos expositores no certame: "Queremos expressar a vontade do governo de Angola de continuar a funcionar em parcerias".

Joaquim David adiantou que o executivo continua a estar aberto "à presença e ao investimento estrangeiros, às trocas comerciais, à aprendizagem tecnológica" para que, no fim, "todos ganhem".


Autor: António Carlos (Luanda)
Edição: Guilherme Correia da Silva / António Rocha

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