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Dados Geográficos

A População

Segundo país mais populoso da Europa, a Alemanha tem uma população caracterizada pelo aumento percentual de idosos em relação ao de jovens, em função do aumento da expectativa de vida e do baixo índice de natalidade.

Com quase 82 milhões de habitantes, a Alemanha é o país mais populoso da Europa, superado apenas pela Rússia. No âmbito da União Europeia, o país com maior população, seguido da França, que tem 64,7 milhões.

A principal característica de sua população é o aumento do percentual de idosos em relação ao de jovens, um fenômeno causado pelo aumento da expectativa de vida e pelo baixo índice de natalidade, que levou a população alemã a diminuir nos últimos anos: passou de 82,5 milhões, em 2004, para 81,8 milhões em 2011, segundo os dados do Destatis, departamento federal de estatísticas.

A metade da população vive em regiões urbanas. Em 2010, as mulheres tinham em média 29 anos ao terem o primeiro filho. A Alemanha é um país de grande densidade populacional. O país tem 357.121,41 Km2. Em cada quilômetro quadrado vivem 229 pessoas. Um valor alto, considerando-se que a média na Europa é de 117 pessoas por quilômetro quadrado (Destatis, 2012).

Atualmente, o país tem mais pessoas que já passaram dos 65 anos do que jovens com menos de 18 anos. A longevidade em ascensão, aliada ao baixo índice de natalidade (a média é de 1,4 filho por mulher) está fazendo com que os lares alemães sejam ocupados por cada vez menos gente.

A expectativa média de vida para crianças nascidas no ano 2008 na Alemanha era de 82,4 anos para mulheres e de 77,2 anos para homens. Principalmente nos centros urbanos, é cada vez maior o número de pessoas que moram sozinhas.

Distribuição da população

Poucos jovens...

A população se distribui de maneira muito heterogênea pelo país. A região metropolitana de Berlim, que cresce rapidamente desde a unificação do país, tem mais de 3,4 milhões de habitantes.

Na região industrial entre o Reno e o Ruhr, onde as cidades quase se fundem umas com as outras, vivem mais de 11 milhões de pessoas, cerca de 1.100 por quilômetro quadrado. O oeste da Alemanha tem uma densidade demográfica bem maior que a parte oriental, onde vivem, em cerca de 30% da superfície, menos de 20% dos habitantes da Alemanha.

O problema se agrava quando se considera o esvaziamento dos "novos estados" do Leste, que perderam, entre 2001 e 2004, em média 100 mil habitantes por ano – em sua maioria jovens, que migram de Leste para Oeste em busca de melhores oportunidades profissionais.

Outras áreas de concentração populacional são a região da confluência dos rios Reno e Meno, onde ficam as cidades de Frankfurt, Wiesbaden e Mainz; a região industrial na afluência do Neckar no Reno, com as cidades de Ludwigshafen e Mannheim; a região industrial ao redor de Stuttgart, e as áreas metropolitanas de Bremen, Colônia, Dresden, Hamburgo, Leipzig, Munique e Nurembergue.

Em contraposição, entre as áreas escassamente povoadas estão as regiões de charnecas na planície setentrional da Alemanha; grandes extensões das montanhas do Eifel, da Floresta Bávara, do Alto Palatinado e da Marca de Brandemburgo; bem como grandes superfícies de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.

Diferenças regionais

O povo alemão foi formado essencialmente da fusão de várias tribos germânicas, como os francos, os saxões, os suábios e os bávaros. Essas etnias deixaram de existir individualmente, mas suas tradições e seus dialetos continuam vivos em grupos regionais.

...muitos idosos

A delimitação atual dos estados foi estabelecida, em grande parte, depois da Segunda Guerra Mundial. A divisão foi feita sob influência das potências de ocupação, de modo que sua demarcação muitas vezes não considerou a cultura regional. Mas as antigas fronteiras dos diversos grupos populacionais também foram sendo apagadas pelos fluxos de refugiados e movimentos migratórios do pós-guerra e pela mobilidade da sociedade industrial moderna.

Estrangeiros

A imigração compensou as perdas humanas causadas pela Segunda Guerra Mundial, estimadas em 3,2 milhões de pessoas na Alemanha. Logo após o fim do conflito, aproximadamente 13 milhões de alemães expulsos e refugiados vieram das antigas províncias da Alemanha e da Europa Oriental para o atual território alemão. Além disso, até a construção do Muro de Berlim, em 1961, houve um grande fluxo migratório em direção ao oeste do país.

Desde o início dos anos 60, chegou um grande número de trabalhadores estrangeiros aos antigos estados da República Federal da Alemanha, cuja economia em expansão precisava de mão-de-obra adicional, não disponível no país. O movimento, que foi iniciado pelos italianos, logo atraiu espanhóis, portugueses, iugoslavos e turcos.

O número de estrangeiros no país, que chegou a perfazer 7,3 milhões, vem diminuindo na segunda metade da primeira década do século 21. Em 2010, o Destatis contabilizou 15,7 milhões de pessoas no país com histórico migratório, o que corresponde a 19,3% da população total. O percentual de estrangeiros na Alemanha era de 8,8% em 2010.

Desde o fim da Segunda Guerra, mais de 4 milhões de Aussiedler, imigrantes de origem alemã provenientes do antigo Bloco do Leste, sobretudo da ex-União Soviética, vieram para a Alemanha. Esse movimento foi forte também após a reunificação alemã, em 1989, mas voltou a cair no fim dos anos 90.

Minorias

Crianças em trajes típicos sorábios

As quatro minorias nacionais há muito tempo fixadas no país são os sorábios, os frísios, os dinamarqueses e os grupos das etnias sintos e rom. Segundo dados do Ministério do Interior, vivem atualmente no país 70 mil sintos e rom com cidadania alemã.

Os sorábios (ou sórbios), da região de Lausitz, são descendentes de povos eslavos e somam cerca de 60 mil. No período das grandes invasões, no século 6º, colonizaram a região a leste dos rios Elba e Saale. A primeira menção que lhes foi feita em documento data do ano 631.

Os frísios, cerca de 50 mil pessoas que habitam a costa do Mar do Norte (entre as regiões do Baixo Reno e Ems), descendem de um grupo germânico e conservaram – ao lado da língua própria – uma variedade de tradições.

Uma minoria dinamarquesa (aproximadamente 50 mil) vive em Schleswig, uma parte do estado de Schleswig-Holstein, especialmente na região de Flensburg.

Religião

Berço do Protestantismo e de forte tradição católica, a Alemanha sofre forte influência das igrejas em sua vida social e política. Em 2010, o país tinha entre seus 81,8 milhões de habitantes 23,8 milhões de evangélicos de confissão luterana, 24,6 milhões de católicos e 104 mil judeus.